quarta-feira, 18 de março de 2009

Copiando as cópias.

Olho ao redor de mim, e vejo aquela minha amiga que antes tinha cabelo rosa e agora virou azul, simplesmente por causa da Mari Moon, e sei que essa menina sempre consegue ser bem diferente dos outros; meu primo, aquele que vive calado e todos chamam de ‘estranho’ ou ‘ET’, quer ser uma cópia perfeita do Ayrton Senna; meu amigo ultimamente está fingindo gostar de pagode e imitando um garoto lindíssimo lá do colégio para se aproximar de uma garota, e o acho muito mais divertido sendo ele mesmo. Então me olho no espelho, vejo esse vestido listrado que estou agora, e acho que ele não estaria em mim se não me fizesse lembrar de um vestido super descolado que vi numa garota alguma vez, na sexta série me lembro de sempre dizer que era fã de certas bandas que eu nem ouvia com freqüência, e ando abusando do meu cabelo louro cacheado por causa da Peyton Sawyer de One Tree Hill. Porém, sempre vejo textos fantásticos em blogs hiper originais e não consigo encaixar nas minhas palavras e conceitos,ou então, cair na onda de alisar o cabelo e torná-lo moreno.
Sinceramente, não ando achando muita graça em imitar os outros, ultimamente estou parando pra pensar o quanto eu detesto ver algo que escrevo ser copiado sem créditos, ou uma roupa que adoro usar, ser usada por outra pessoa que nem conheço, ou gosto. Acho muito mais original tentar ser diferente, sabe, igual aquelas carinhas numa propaganda de carros, que todas eram azuis e somente uma era rosa; pelo menos, depois que adotei esse método, as pessoas estão me achando mais interessante, ou não.
O fato é que penso que ninguém nasce realmente original e morre totalmente cópia, durante esse período chamado vida, temos vontade de entrar em grupos, e vários receios também, isso nos leva a querer ser parecido com o fulano ali da novela, ter o cabelo lindo igual aquela modelo, e escrever tão bem quanto a J.K. Rowling (mesmo achando isso difícil, quase impossível), e isso é normal e até mesmo bem legal, mas nunca conseguimos morrer totalmente cópias e é realmente impossível morrermos realmente originais, afinal, qual pessoa nunca colocou o sobrenome de um famoso em um cadastro, e nunca foi imitado por alguém que queria ter teu nome? E, cada vez que queremos ser igual, ou querem ser iguais a nós, o mundo vira um enorme xérox falhado, pois sempre copiamos as cópias de alguém, isso é inevitável.







Texto para o Tudo de Blog. "Nascemos originais, morremos cópias"

6 comentários:

Calvin disse...

É, de fato todo mundo já copiou.
Mas as pessoas talvez esqueçam que mesmo se vestindo igual, andando igual, escrevendo igual, se comportando igual, ainda assim cada um tem sua essência e nos deveríamos aproveitar isso para nos tornamos únicos e insubstituiveis.

Danny_Willows disse...

Nossa, lindo texto!!
É verdade que todo mundo acaba querendo copiar determinadas roupas, ou atitudes, mas ter o cabelo da "fulaninha da novela" ou usar a roupa da super mega pop star não vai mudar o que somos.
Mas no fundo todo mundo sente vontade de ser como aqueles que admiram.
Quanto ao sobrenome de algum famoso, nem falo nada... aushaushaush

b. disse...

Ai, adorei isso de copiar a cópia de alguém.
Sempre que a gente faz cópia de uma cópia, a cópia sai toda falhada, torta e etc.
Acho que é mais ou menos isso. Então, das duas uma: ou você copia o original, ou faz da original você.

DANIZINHA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DANIZINHA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DANIZINHA disse...

Muito Bom.
Copiar ou assimilar?
O tolo copia, o esperto assimila?
Querer ser original o tempo todo pode tbem ser tolice. Eu aprendi isso à duras penas. Eu achava horrivel frases feitas, conversas sobre o tempo e elogios fabricados. Mas, ao ser muito inventiva, acabava tbem cometendo umas gafes pelo caminho. Hoje; seja isso bom, ruim ou nem uma coisa nem outra; eu assimilo o q interessa e devolvo ao mundo um pouco de cópias mas, enfeitadas com originalidade. Usando sua analogia do xerox, seria como pegar uma cópia e desenhar e pintar do seu jeito.