domingo, 27 de dezembro de 2009

Em 2010.

Não pretendo ir à igreja, nem ser aplicada, rica ou sensual. Não pretendo agir de modo perfeito os 365 dias do ano, e muito menos acertar sempre. Não quero ser só mais uma bonitinha ou coisa do tipo.
Pretendo ser feliz, e espero que vocês também pretendam isso.

Até 2010! (já ia escrever 2001... =X)
E obrigada pela companhia.


Beeeijos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Então, é natal?

Hoje é véspera do natal mais idiota que existiu no mundo, andei pela rua há algumas horas atrás e não existem enfeites natalinos na maioria das casas, não há pessoas se cumprimentando, não ouvi falar de missa e provavelmente amanhã será uma droga de dia. Então me pergunto: “O que aconteceu em oito anos, que eu não percebi?”.
Me lembro de quando as pessoas cantavam Imagine e tinham árvores em casa, meus pais me levavam para ver os enfeites e não havia motivo nenhum para reclamar. As crianças ficavam embaixo da árvore olhando os pacotes com ansiedade, as mulheres se preocupavam com o Tender e os homens tomavam cerveja e falavam merda (engraçadas, na maioria das vezes). A família se reunia, os vizinhos se falavam, e a gente era mais feliz. Bush ainda estava no poder destruindo o mundo, mas naquela hora, ali com todos os seres importantes da nossa vidinha, nada daquilo importava.
Hoje me pergunto onde tudo aquilo foi parar, onde o sentimento bom e a harmonia se esconderam, porque eu não acho em lugar algum. Não existe mais o sorriso, a ansiedade, a cozinha lotada ou os homens tendo overdose de álcool. Natal agora é obrigação, confusão, capitalismo transbordado. Tenho minhas dúvidas se os futuros adultos guardarão alguma lembrança realmente mágica dessa data. Sinto falta do natal porque era quando todo mundo se abraçava sinceramente.

Maria Rita, 14 anos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Então é isso.

- Fale sobre suas férias.
- Não quero dizer sobre o quanto seria irônica ao dizer que adoro as férias, porque férias e dias de aulas pra mim são as mesmas coisas... Dois quartos de tempo conversando, um quarto de tempo lendo e o outro dormindo.
- Bom, e a magia do papai Noel?
- Aí também é complicado... Quando pequena achava que o velhote era o homem do saco e que iria me sequestrar e Deus sabe lá o que faria depois.


Percebe-se que era uma criança super confiante com esses lances de símbolos festivos e que até em dia útil eu sou inútil.


#fail.


Selo!

Ganhei seloo³ da Mima, valeeu linda!
Eis as regras.
1. copiar o selo

2. deixar um comentário no blog do amigo que te indicou

3. linkar quem te indicou

4. indicar 10 blogs que compartilham tudo com os outros:

Jaqueta e Saia
; Segredos, cigarros e momentos; Felicidade Clandestina; Dezessete e poucos anos; Brincando de verdade; The ghost and the girl,; Cansei de inventar; Enlatando Marcas.

5. deixar uma mensagem explicando o que é compartilhar:
é deixar um pouco de si nos outros, e levar um pouco dos outros em si.



domingo, 20 de dezembro de 2009

Plágio.

Acabei achando este blog aqui: Monique Lage. Ali contém vááários textos meus, sem créditos e sem algum tipo de referência de que foi copiado. Penso que copiar algo e por os créditos não há nada de mal (faço isso às vezes, por sinal), mas não é nada legal copiar um texto e simplesmente não por a autoria, ok?
Se você gostou do que eu escrevi, ótimo! Mantém o texto e põe meu nome embaixo dele, fico feliz com isso. (:
Caso contrário, nem copia.

E para a dona do blog que me plagiou: coloque os meus créditos nos textos, ou deleta. Todos eles, o mais rápido possível.

Os textos:

O copiado.

O original.


O copiado.

O original


O copiado
O original

O copiado
O original

O copiado
O original

O copiado
O original


Ah,meia hora caçando os seis textos originais no meu blog! Falta de bom senso é foda, fuck you.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ei, moça.

Talvez a música não era do meu gosto e talvez o seu namorado não é tão bonito quanto eu. A lua deve ter diminuído e as estrelas poderão sumir logo ao nascer do dia. Achei que essa noite iria doer, mas nem doeu; o seu sorriso, definitivamente, ainda me faz sorrir.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pulseiras da idiotice, ops, do sexo.


MySpace Photography at CharmRoyal.com



Falam, ou falavam, que sacanagem é comprar uma playboy escondido aos 15 anos, ou então ver o canal Vênus de madrugada, aos 14 (pra quê Vênus? Multishow é aberto e é a mesma porcaria!). Mas atualmente não precisa ter TV, nem revistas. Roupas sensuais e noites na esquina ou na boate são coisas do passado. Agora joguinhos sexuais, ou simplesmente afetivos, são feitos com pulseirinhas rosas, azuis, pretas, e afins... Por adolescentes e crianças.
O problema é: são criaturas que deviam estar estudando ou pedindo simplesmente para beijar ou dar uns amassos de forma mais verbal, que dê mais ansiedade, mais pessoalidade à coisa. E não simplesmente usar uma pulseirinha tosquissíma no braço e esperar por sacanagem. Acho que, como tudo, o sexo e a sensualidade estão extremamente banalizados, independente da idade ou cultura. E na real? Essas pulseiras são toscas porque ver programa erótico, comprar playboy, e principalmente fazer o jogo da garrafa é muuito mais divertido!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Previsões da mãe Marry.



Além de eu passar de ano no 3º bimestre, em 2010 o Brasil será hexa campeão, a Hebe e o Silvio Santos conseguirão sobreviver ao mata-mata anual de artistas, Bin Laden atacará Brasília, Funérea entrevistará Obama, terá mais livros e pessoas interessantes no mundo, vou conhecer a J.K. Rowling, todos meus shippers finalmente ficarão juntos, e terei uma vida social muito melhor que a de 2009.




/E que venha 2010 (e traga tudo isso junto!).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sonhos, sistemas e decepções.


Dois. Uma retardada nota dois em um trabalho sobre meu maior sonho. Foi um dois por ter sido um sonho impossível, um dois não apenas dado pela professora, mas por toda uma sociedade ultrapassada e manipulada por um sistema falho. Quem nunca perdeu um sonho? Perdeu pela impossibilidade. Pela loucura e pela mente fechada. Quem nunca se decepcionou ao ter sua estranheza debochada? Seus sonhos negados e forçados à calar?
E quer saber? Agradeço por não ter dito o meu maior sonho no trabalho, talvez eu disse um dos sonhos, mas se fosse o maior, a queda seria enorme.
Na realidade meu maior sonho é viver em um mundo livre, onde não só a vida seja respeitada, mas a minha própria pessoa seja, com todas loucuras, paixões e opiniões. Quero pegar um carro qualquer, cheio de bons amigos, e viajar com o vento batendo no rosto, sem saber o futuro, sem ouvir o passado, apenas sentindo o presente. Com cheiro de chuva, grama, gente e liberdade. Meu maior sonho não envolve grana, mansão, casamento ou profissão. Meu maior sonho tem muito mais a ver com alegria, liberdade de expressão e aceitar cada pessoa do jeito que é. E simplesmente não quero ouvir um bando de manipulados debocharem e dizerem 'bobagem!'.
Quem já perdeu um sonho aqui, sabe o que é decepção.



Quem já perdeu um sonho aqui? - Hateen

Quem já perdeu um sonho aqui
Sabe o que é decepção
Só quem já perdeu tudo o que tinha
Pode me entender.

Palavras,
desfeitas,
é conseqüência de quem já não há
A mesma pessoa, na qual um dia você acreditou
Desgasta ao refazer,
O que se espera e não tem solução
Retornos e atalhos, pra quem só vive sem direção.

Parece que vai ser sempre assim
Nada dá certo pra mim.
Oh não!!!

Quem já perdeu um sonho aqui
Sabe o que é decepção
Só quem já perdeu tudo o que tinha
Pode entender.
Quem já perdeu um sonho aqui
Sabe o que é decepção
Só quem já perdeu tudo o que tinha
Pode entender.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Só permitem uma vaga, bitch.

Quando era pequena, brincava que o útero da minha mãe era uma espécie de casa de férias... e com muito orgulho, somente eu ocupei aquele espaço. Nunca tive irmã e nem irmão, e acho que se existisse uma gemea minha, seria um infortúnio horrível. Já não gosto de dividir meu quarto por muito tempo, e imagine ouvir alguém chamar a minha mãe de mãe? Argth! Sou ciumenta com muitas coisas minhas, principalmente com as minhas características físicas; eu até aturaria se a outra gemea usasse cores parecidas com as minhas ou até gostasse dos mesmos blogs que eu, mas não consigo imaginar a minha reação ao ver uma criaturinha parecida comigo, com os olhos da mesma cor, com o mesmo tamanho e o cabelo castanho-claro por igual, acho que eu piraria! E quando eu era pequena? Seria uma chatisse e uma perda-de-orgulho-próprio eu dizer que a outra dividia o útero da minha mãe comigo, simplesmente porque ela foi interesseira e cortou a minha vaga pela metade! (Argth de novo). Além disso, as dúvidas seriam imensas. De quem gostam mais? Se fosse somente uma, quem nasceria? Ela ou eu? E se nos trocaram na maternidade? E o pior de tudo seria chegar na casa dos familiares sozinha e ouvir de cara a clássica frase: "Cadê a outra?". Seria eu lá, será que daria para pensarem somente na minha presença? Enfim, seria um roubo de vaga na barriga da minha mãe, e do jeito que sou, não me conformaria tão cedo com isso. E acho bom mesmo que de gêmeos só seja meu signo!






Marry é uma filha única (quase) normal, preguiçosa, espaçosa, bipolar, feliz, egoísta e com muuuuitos primos, primas, tios, e tias.

domingo, 6 de dezembro de 2009

A questão é o ponto de vista. [01]


Beatriz achava tudo dificil. Matemática era dificil e química, português, história e geografia também eram dificeis. Até que Beatriz conheceu Raquel e se apaixonou. Raquel era o sonho de consumo, uma espécie de Marilyn Monroe brasileira. O problema foi quando Beatriz percebeu que não daria certo, em hipótise alguma poderia haver algo entre elas. Então ela sofreu, sofreu tanto que não sabia se aguentaria mais. Dias depois, nas provas finais, todos reclamavam das funções, misturas, datas, fatos e acentuações, e todos perceberam que a única que não reclamava era Beatriz, que até mesmo parecia conformada com todos aqueles números.
Com toda calma que lhe restava, a garota explicava:

- Se você parar para pensar, os números são fáceis. Por mais dificil que pareça, se você se afundar nas contas, você achará a solução. O verdadeiro problema é quando se trata dos sentimentos, quanto mais você busca, mais você se afunda em areia movediça. Desapaixonar é tão dificil para quem tenta, quanto a matéria é para um leigo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Valeu Meyer!

Por me mostrar que nem todos livros trazem cultura;
Por agora eu não poder mais falar que toda vez que eu leio algo, eu aprendo também;
Por me fazer entrar em colapso nervoso com trinta páginas de um livro;
Por me provar que acéfalos sabem ler e escrever best sellers;
Por detonar os vampiros (porra! Já imaginou se Drácula e lobisomens realmente existissem? Eles te fatiariam... aiai, menininha sortuda que é você, hein?);
Por mostrar que vampiros tem sim parentesco com a Sininho;
Por me fazer preferir me ocupar com as frases idiotas escritas em portas de banheiros públicos do que seus livros;
Por eu descobrir que posso manter o controle quando leio que você ofende obras de ninguém menos que Jane Austen e Shakespeare;
Por iluminar as donas de casa do mundo todo com a esperança de serem milionárias escrevendo (mentira! se você influenciar mais alguém a ser parecido com você, se considere morta!);
Enfim, por me fazer amar cada vez mais os escritores de verdade.


"O sucesso de muitos livros deve-se à afinidade entre a mediocridade das idéias do escritor e as do público."
– Nicolas Chamfort

  • P.S.: Entrem: Twilight Haters Brasil
  • P.S.S.: Agradecimenos - sinceros- juntamente com a Amanda B.
  • Chute-me quem puder (lê-se: quem estiver mais perto de casa). MUAHAHAHA

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Encontro nada casual.


Imaginemos um dia feliz, tanto faz o clima. Então me colocamos na cena, em uma calçada. E logo em seguida colocamos a Mariska Hargitay, na mesma calçada, no mesmo horário. Pronto, eis as cinco etapas básicas para a minha reação ao ver a diva mais diva o mundo: Choque. Reconhecimento. Tentativa de não surtar. Controlando o surto. Surtando de vez.
Eu ficaria afobada, sim. Mas devo admitir que não sairia nada de útil da minha boca simplesmente porque meu coração estaria a trilhõõões por hora e meu cérebro estaria tentando, humildemente, acompanhar toda aquela alegria esperada por dias e dias. Além disso, o que eu diria? "Mariska, I love love love you! Oh, my diva!". Sinceramente, seria a coisa mais clichê da humanidade! Quem, em sã consciência, viu a Hargitay e não disse isso?
Ok, além do autógrafo e da foto, mesmo eu ficando afobada e demente – mais do que já sou, eu iria me contentar em chamar pelo nome dela com a maior alegria da humanidade, e abraça-la, tentando fazer com que todas palavras presas em mim se soltassem através disso.

sábado, 28 de novembro de 2009

Minha escolinha.

Gostaria de escrever meu discurso de final de ano aqui. O discurso que não falarei na formatura, o discurso pelo qual não sou oradora, porque ele não poderia ser diferente disso.


Esse ano aprendi que o mundo não irá para frente no futuro e que a minha geração é realmente uma droga. Olho no rosto de muitos e minha vontade de vomitar se torna enorme, seus sorrisos hipócritas e alienados são tão normais quanto as fofocas insanas e cruéis. Passei despercebida inúmeras vezes, ignorada outras... No silêncio, percebi que vocês acham que a herança dos seus pais, ou a droga de festas e bebidas que vocês consomem compulsivamente lhe dão direito de pisotear quem vocês quiserem, de rir e maltratar quem não concorda com a opinião raza e copiada de vocês. Suas brincadeiras são escrotas, suas indiretas e imaturidades provam que suas opiniões sobre o futuro e a humanidade é nula, que para vocês o mundo se baseia naquilo que vocês gostam e vivem, e que o resto pode ser descartado como lixo.
Enquanto ocupam o tempo tratando quem vê as coisas de outro modo como alienígenas, eu, não mais de uma vez, tentei dizer que a sua guerra de giz e o seu cabelinho banal é babaquice. Tentei alertar que essa felicidade é, na realidade, uma tragédia e uma caretice enorme, que a geração passada era muito melhor que essa por conta de pessoas como vocês. Que falar e fingir não é fazer o que quer e nem é ser a real pessoa que todos sabem que você é, só você ainda não reparou nisso.
Muitas vezes posso parecer má por não ter dó de vocês, mas e quem tem dó de mim? Que tem a mente atrofiada toda droga de manhã, olhando os olhinhos falsos de cada um e me segurando para não esganá-los e berrar até ficar rouca que vocês são um bando de infelizes. Ah! Como eu queria ser uma fada e destribuir cérebros (ou então destribruir balas na cabeça de muitos).
Sinceramente, as pessoas que eu sou legal com elas é porque eu realmente gosto e não tenho nada contra, mas infelizmente são tão raros que eu conto nos dedos. Eu não precisaria estar escrevendo nada disso se vocês, ao menos, percebecem que os outros não são bestas e que o céu é realmente maior; mas pena que não é assim. Esse ano acabou, até que enfim. Só desejo à muitos que vejam que as suas loucuras são apenas as realidades de muitos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Banalize também! /ironia.

Lispector? Legião? All Star? Rock?

Banalizaram. Tudo. Tudo. Banalizaram até o molho de pimenta que eu ponho na coxinha. #tragico


P.S.: Só falta banalizarem os cogumelos azuis :(

domingo, 22 de novembro de 2009

Além de tudo.

Olho o horizonte misturado com um pano de fundo amarelado de um entardecer, e me lembro do seu antigo sorriso. Da sua antiga risada, do seu antigo olhar, da sua antiga força e da sua antiga voz. Então me deparo com o fato de que nada é antigo, mas tudo agora é inexistente. Seu corpo morto em uma caixa de madeira, tudo jogado, paralisado e frio. Mas nada morto, pelo contrário. Tudo está mais vivo do que nunca, as crianças correm no parquinho próximo, as pessoas riem e choram. Meus olhos correm de um lado para o outro sem saber onde parar,assim como um enorme nó se forma na minha garganta e meu coração bombeia o sangue com angustia e desentendimento, enquanto minha mente toma conta de procurar algum consolo para minha alma insistente, que sinto reclamar e exigir um por que. E percebo que de algum modo você está mais vivo que todos nós juntos. Sua alma procurando o verdadeiro caminho dela, sem se importar com as coisas impostas pelo mundo desentendido que chamamos de vida. Então entendo que tudo precisa continuar e tudo realmente acaba continuando independente de.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

3 anos para o fim do mundo...

Toda loucura em finitos segundos. Se em 2012 tudo acabasse, eu sairia da escola, pegaria carona para qualquer lugar do mundo e seria feliz do meu jeito. Então lá pelo meio do último ano eu fugiria para África, assim estaria salva (por tempos).


GO! GO! GO!



(Agora sendo realmente sincera: se o mundo acabasse em 2012 eu mataria uma boa parte dos acéfalos que conheço e viveria de livros, festas, séries e muuuuuuito rock'n roll).

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pessoas de almas vazias não valem a pena, não mesmo.

Tô lendo um livro, chamado O apanhador no campo de centeio (pra quem não sabe, este era o livro que o assassino de John Lennon estava lendo quando matou o ex-Beatle), vale muito a pena ler! É sobre um garoto que foi expulso do internato e abomina pessoas sacanas e vazias (me indentifiquei), também foge três dias antes de voltar para casa e fica em uma espelunca de NY, querendo saber para onde os patos voam quando o lago congela.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O que a saia curta (não) provoca.

Uniban, saia curta, expulsão, Brasil. Essas quatro palavras em uma mesma frase não fazem grande sentido. Muitos apontam que o problema seja a saia curta e a moça achar que estava arrasando. Mas, será?
Acho que o problema é que todos que participaram disso são pessoas que passaram em vestibular. Aprenderam todas as fórmulas e ortografias, mas não aprenderam a ter respeito com o próximo. Não aprenderam o que é liberdade de expressão; e também que o Afeganistão é um país pequeno lá da Ásia e não o maior país da América do Sul.
E saia justa mesmo, ficou a diretoria da Uniban, porque demonstrou que não sabia que mesmo as mulheres de saia curta tem direitos igual todo mundo e que por mais que a maioria esteja errada, os errados tem que serem punidos. Afinal, parece que o caso da saia curta tem muito mais a ver com civilização e mente pequena do que com uma saia curta.


P.S.: Texto sobre a garota expulsa da Uniban. Ontem vi o Debate MTV sobre isso, e é o que o Lobão disse: Os alunos que fizeram isso estão errados! Mas não é legal generalizar, galera!

Na dose certa vai.

" Hoje passando em frente a uma banca de jornais, vi penduradas algumas revistas destinadas ao seguimento “Teen”.

Primeiro constatei que hoje tudo parece resumido ao “marketing”. Existe inclusive o tal do “marketing pessoal”, vide os twitters da vida. Revistas, jornais, programas televisivos... são todos divididos e direcionados a “alvos” específicos. As revistas por exemplo: tem revista para público masculino adulto, masculino de meia idade “fitness”, revistas femininas para fêmeas descoladas, para senhoras e donas de casa noveleiras, revistas para crianças, revistas para intelectuais (estas vendem menos), revistas para pessoas de classes pobres, classes ricas, classes médias (ela ainda existe?), revistas para esportistas, amantes de carros, e muitas revistas para o público adolescente (o qual depois dos anos noventa passou-se a chamar “teen”). Sendo necessário ou não esse direcionamento exclusivo (aquele que exclui indivíduos) dos produtos materiais e culturais de hoje em dia, vou seguir no meu raciocínio sobre as revistas “teen”.

O que chama a atenção é que, em sua maioria, as revistas teen abordam temas quase sempre relacionados a FUTILIDADES e BANALIDADES da vida dos adolescentes. Ora, obviamente que a futilidade e a banalidade são partes necessárias desse grande todo cósmico universal em que nos encontramos, mas o problema é quando estes assuntos começam a predominar sobre outros de tanta ou maior importância para o nosso desenvolvimento. Nas capas, mês após mês, vêem-se jovens galãs sem muito mais a mostrar do que a sua forma física, além de chamadas do tipo: “como conseguir um corpão para o verão”, “dicas para você bombar na web”, “segredos para arrasar na balada”, “que roupa usar?”.

Mais uma vez é importante lembrar que para tudo existe uma medida, e talvez aí resida a arte do “saber viver”. Negar os assuntos fúteis seria impor a intelectualidade. Somos todos, adolescentes, adultos e idosos, ainda muito ligados nos assuntos materiais e superficiais. Queremos ter um corpo manero pro verão. É da nossa natureza, é necessário. Mas também é da nossa natureza a fome por conhecimento, cultura e espiritualidade. E aí o que rola é que negar a informação intelectual é impor a futilidade. Sem dúvida que essas revistas também possuem conteúdo educativo, mas analisando a proporção em relação aos assuntos “superficiais”, dá pra perceber quem predomina nessa balança desequilibrada.

Como veículos de comunicação em massa, as revistas “teen” deveriam possuir um senso de responsabilidade muito forte, dada a importância do papel que representam na formação do caráter dos jovens, nessa fase tão importante que é a adolescência. Torço para que a mulecada que está vindo por aí perceba isso, e corra atrás de fontes de informação que lhes tragam uma bagagem mais completa para a caminhada da vida. Fontes que não subestimem sua inteligência, e que lhes forneçam noções de ética, moral, amor ao próximo, espírito coletivo, fraternidade, cultura, história, ciência, e (na dose certa) até um pouquinho de futilidade."

sábado, 7 de novembro de 2009

Oh, baby.

Não, querida, pare de chorar.
Ontem eu olhei para o céu e vi nuvens negras em um céu vermelho. O meu sorriso enganava a todos, o mesmo sorriso que permanece agora. Quem vê, pensa que foi algo bobo; que eu não chorava o tempo todo e não tinha os nervos a flor da pele com taquicardias de hora em hora. E quer saber? Me machuquei como se colocassem arames enfarpados em mim, doeu mais que tudo. Doeu principalmente por não ter anestesia. Não sei se meu coração já está cicatrizado, não sei se ele melhorou ou se apenas me acostumei com a dor. Só descobri que não sinto nada, como se não tivesse acontecido algo tão frustrante comigo. Tão livre e forte como o vento entre o Atlântico e o Índico. Hoje eu não precisei olhar o céu, só pelo brilho nos meus olhos já sei que tem um sol brilhando lá em cima.
Querida, tente olhar para cima, tente fazer o que eu fiz. Está vendo por trás dessas nuvens escuras? Está vendo um brilho um pouco apagado lá no fundo da tormenta? Espere que é o sol. E quando você sentir o seu calor, perceberá que sua dor é algo inofencivo perto do brilho e do movimento de um céu azul.


Baby, compra o jornal e vem ver o sol, ele continua a brilhar apesar de tanta barbaridade. - Barão Vermelho.

P.S.: A Maria Rita ama chuva (no sentido real da palavra).

domingo, 1 de novembro de 2009

Sarjeta e felicidade.

Descobri que sentada numa sarjeta, jogando amendoins para o outro lado do estacionamento, eu me sinto muito mais feliz e de bom humor. Talvez seja porque minha fisioterapeuta está certa: sou extremamente seletiva com tudo, mas completamente desencanada com qualquer tipo de coisa. Vê que estranho.


Eu sou uma contradição e foge da minha mão fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido - Pitty.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quer saber?

Cansei de pedir desculpas por tudo aquilo que sou e que (ao mesmo tempo) não querem que eu seja. Não vou abaixar a cabeça somente porque não retribuo o seu sentimento, ou então porque eu sou a teimosia e a ansiedade em pessoa. Não sou normal, ser normal é chato, um tédio. Não me dou bem com números e esportes fisicos, mas fico horas mergulhada em palavras e pensamentos. Minha vontade é de subir em uma cadeira e berrar "Fuck you" para muitas pessoas que conheço e sou obrigada a conviver. Não sou boba, nem monga ou coisa do tipo. Na verdade, sou muito melhor (ou pior, depende do ponto de vista) que muita gente popular; só vou deixando eles ocuparem a cena e se acharem os reis, simplesmente porque está tatuado na testa deles que precisam dessa atenção falsa para sobreviver.
Enquanto isso, não vou me colocar em briga infantil de gente grande, não adianta me perguntar, pedir, suplicar algum partido. Meus pensamentos mais inuteis são bem mais importantes para mim. Cansei de fazer cara de quem fica surpresa com tudo, sei que não é verdade, sei que muita gente por aí merece troféu de inutilidade por ter tanta raiva boba dentro de si. Para que tanta raiva? Tanto ódio? Tanto preconceito ou exclusão? Me diga, garota, o que você contará para os seus netos? Você pulará as partes das briguinhas tolas e sua cara de coitada? Ou que você sempre foi chamada de corrimão de escada?
Ei, não espere que eu volte atrás por pensar que defender "paz e amor" não quer dizer que eu precise adorar conviver com essas briguinhas que eu tinha com 5 anos e agora preciso ver com quase 15.
Cansei de pedir desculpas por pensar e sentir desse jeito. Essa é a minha vida, essa é minha mente e minha voz. O palco é meu, me deixe fazer do jeito que eu quero, vou mostrar que branco e preto não são as cores mais bonitas de um quadro.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perdidamente achada.

Não vou chorar, nem vou rir. Seja por mim ou por qualquer um, simplesmente não quero. Para ser sincera, nem sei ao certo o que falar; está tudo saindo dos eixos, ou está entrando ao normal, nem se quer sei o que é o certo. Estou meio perdida, meio achada. Nesses últimos dias estou incrívelmente fria, quem diria. Na verdade eu sempre soube, enquanto ouvia a chuva cair, que um dia eu ficaria no meio termo, ouvindo e vendo tudo nitidamente, mas não querendo nem ver e nem ouvir.

domingo, 18 de outubro de 2009

O Cansei comemora seu primeiro aninho!



Criei o Cansei de vocês há um ano atrás, por muita insistência da Lu Fiuza, sem saber se duraria uma semana ou um mês. Realmente não imaginava que em apenas um ano eu conseguiria tantos comentários, tantos seguidores e tantos selinhos lindos... E muito menos que conheceria tanta gente legal, muitos me adicionaram no Orkut, alguns até no MSN (cheguei até receber um depoimento fofo da Dayanne sobre o blog, obrigada!), e que gostariam tanto do que escrevo. Também, nesse ano, conheci muitos blogs fantásticos, blogueiras (os) demais, e aprendi bastante sobre esse mundo blogueiro. Nem imaginava que me inscreveria no Tudo de Blog, e nem que seria aceita e publicada; participei do Blorkutando uma vez e ganhei em 3º lugar.
Mudei umas mil vezes de layout, desabafei, fiz textos super felizes, confusos e tristes, teve inúmeros altos e baixos também. Mudei várias coisas, mexi e remexi, deixei quieto... Dias de blog agitados, ou não.
Esse ano de blog foi cheio de coisas boas, e inesperadas; passou muitissímo rápido, eu conto pras minhas amigas e elas dizem que parece que foi há um mês atrás que o Cansei nasceu. Ah, e pra mim até parece que foi ontem.
Espero que esse seja o primeiro ano de muuitos, e muuuuito obrigada² a todos vocês (de coração!).

Atoron Periigon!

Beeeijos ;*

L of luck and love.


Nunca acreditei em amor correspondido, nesse negócio das pessoas sentirem um amor idêntico uma pela outra; sempre achei que era sorte demais, mais sorte que ganhar na loteria três vezes seguidas. Impossível acontecer comigo, até que em um dia aconteceu. Época de páscoa, minha casa movimentada e meu coração acelerado, mesmo assim não enxergava mundo rosa, azul, roxo ou coisa nenhuma; nem tinha um trevo, pata de coelho ou feito simpatia. Apenas abri o MSN e vi que aquela pessoa estava online. Comecei a conversar e dava indiretas pra lá, indiretas pra cá, até que eu tomei coragem e disse: “Te amo”. Não sei o que aconteceu no mundo mágico da sorte, mas então parece que todos os amuletos e simpatias conspiraram ao meu favor, e a sorte simplesmente resolveu ser minha aliada. Então, a resposta: “Também te amo”. Vontade de gargalhar, sair pulando, a sensação de ser a garota mais sortuda do universo. Daí surgiu um super sorriso estampado no rosto, e pela minha eterna comparação, eu tinha acabado de ter realizado algo muito mais sortudo do que ganhar na loteria três vezes seguidas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pode me esquecer?

Cara, não me olhe como se eu fosse perfeita ou como se fosse a última coca-cola no deserto. Não gosto disso, não gosto que alguém se apaixone desse jeito por mim, nem sou a pessoa apropriada para você gostar. Se apaixonar por mim é o mesmo que colocar seu coração em uma zona de perigo e esperar que ele não sofra; e eu não quero isso, acredite em mim.
Você pode me achar ótima vendo apenas meu sorriso de ponta a ponta do rosto e meu humor sutil (com piadas milagrosamente inteligentes e extremamente ironicas), mas isso é apenas algumas horas de quinta feira.
Você ainda não me viu tendo surtos altamente estressantes, e não imagina como é fácil me irritar: não me olhe demais, não me elogie demais, não me peça para dizer que te amo (esse último é em hipótise alguma!). Me contradizo demais e mudo de opinião num piscar de olhos, resumindo: sou instável demais para alguém se apaixonar. Adoro cerveja e bebo cerca de 10 litros de cafeína por semana. Em geral não como frutas, mas me acabo nos chocolates, salgadinhos e afins. Já namorei uma garota e gostei de duas, não tenho muita vergonha de admitir isso (e pelo que me lembro, você sabe disso!).
Também não sou do tipo que gostaria de falar com a sua mãe, e se um dia eu for jantar na sua casa, vou dar mil desculpas parar não ficar muito tempo (aliás, espero que não arrume a cozinha). E vou querer fugir, ver série policial e ficar lendo alguma coisa, não espere que eu fique nos exibindo no meio da rua.
Eu poderia encher isso aqui de qualidades minhas, de coisas exclusivas que somente eu tenho ou penso. Mas não quero, porque isso tudo me incomoda; me deixa quase culpada daqueles seu olhos irritantementes encantados me glorificando sem o menor pudor. E para me deixar pior, não consigo evitar de olhar para você com os olhos neutros, deixando em falso todo o minha antipatia por alguém me amar. Talvez eu faça isso porque quero amenizar seu sentimento, ou para me sentir menos cruel.
Me desculpe, de verdade.


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Agora colocarei as qualidades, só para balancear (e formar filas quilométricas atrás de mim, - dependendo da pessoa, eu até dou chance /parei - ok!?):

Estatura invejável (compacta!), loira, olho verde, sorriso espontâneo, senso de humor inteligente, boa em redação, elogiada pela profª de quimica, blogueira da Capricho, sensual, feliz, esperta, engraçada e com um super bom gosto. Resumindo: A B S O L U T Í S S I MA !

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Viva as horas vagas e os potes de Nutella!

Não importa o estado de espírito, o dia ou o humor; eis quatro coisas faço sem medo da balança e do relógio. A primeira delas é dormir de tarde. Ah, me diz: quem não ama dormir à tarde? Ter hora vaga é ótimo, ou então pode ter prova ou trabalho para fazer, permitir criar alguma horinha para dormir não mata ninguém, e repõe seu cérebro pra mais informações! Também devo admitir que gosto de dar aquele cochilo porque sempre acontece uma preguiça, é perfeito! Outra coisa que adoro mesmo é escrever. Para mim não há antidepressivo melhor que isso, vale qualquer coisa: frase boba, conto, mico, dialogo, carta, declaração de amor... Você pode me tirar a TV, o computador, a música, mas me deixando com um lápis e papel, você deixou uma garota feliz (e ocupada). Também adoro ler, pegando emprestado o lema da Thalita Rebouças: “Ler é tudo de bom!”. E é mesmo, ler é o que há. Eu sei que é estranhíssimo ler uma garota de quase quinze anos dizer que ama escrever e ler, mas agora só para ficar algo mais normal: quem não adora devorar um pote inteirinho de Nutella?
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Só uma lembrancinha do tempo que eu ainda ganhava presente de dia das crianças:



Beeeijos!
P.S.: Campanha: Comente nesse post e deixe uma garota pulando pela casa!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Alegria sem motivo...

ATOOOORON!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Enem roubado, país bagunçado.

Sinceramente o roubo da prova Enem não interferiu em nada na minha vida, talvez porque está um pouco longe para eu prestar. Mas isso me fez pensar que no Brasil nada está muito assegurado, roubam no Congresso, roubam no sistema de saúde... e por que não roubar em prova de exame importantíssimo como o Enem?! Isso não é normal, nem certo! Milhaaares de jovens se prepararam para o Enem, tentando driblar o stress, a ansiedade, o nervosismo... E algumas pessoas simplesmente driblam a prova, o governo e a imagem do país inteiro, que cada vez mais parece o país da bagunça e do roubo. Por mais esse motivo, penso que além de melhorar e provar a educação do país, o Brasil precisa melhorar a segurança, e muitos brasileiros precisam melhorar o caráter.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Etiqueta errada.

- Vale R$ 1,00, garota.

- Mas... isso vale bem mais! -disse, surpresa.

- Não entendo o porque disso. Todo dia fazemos o mesmo com as pessoas, colocamos valores baixissímos em quem merece algo muito maior.

domingo, 4 de outubro de 2009

Alto preço.

Ser você mesmo é um preço muito caro à ser pago, mas talvez vale a pena. Faça o que você prega, ou pelo menos tente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Histórias nossas histórias.

Hoje quase fui atacada por dois bebados no ponto de ônibus, quase fui linchada da sala de aula por um bandinho de barraqueiros (só porque mandei todos se fud#$%# e a professora super apoiou) e quase nada disso aconteceu por uma briga mega feia que tive com a minha mãe às 6 da manhã. Perdi o ônibus de volta (Não perdi! Foi o anta do motorista cego que não nos viu, mesmo a gente gritando e correndo atrás.), e percebi o quão meu pai é legal de largar o serviço dele pra ir nos buscar na cidade vizinha em plena tarde, aprendi que sou muito superior àqueles barraqueiros que não sabem nem calarem a boca na hora certa e depois querem ferrar quem não se deu mal. Aprendi dar valor à uma série de coisas que não me importava e esquecer pessoas bestas. Percebi que posso me dar muito mal, mas tendo uma boa gargalhada e uma boa história para contar na sua biografia... tudo está ganho.


Não existe aprendizado sem uma ralada, não existe uma glória sem uma luta.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Síndrome do Coração Partido.



Gente, procurei essa matéria aqui depois de ver um episódio de House M.D., resolvi postar, adorei:

"A Síndrome do Coração Partido continua sendo um mistério para grande parte da comunidade médica em todo o mundo. A síndrome é uma doença recente, que tudo indica ser fruto do estilo da vida moderna. Os primeiros casos foram detectados por pesquisadores japoneses no início dos anos 1990. O nome técnico da Síndrome do Coração Partido é Cardiomiopatia de Takotsubo. Dois terços dos pacientes são mulheres na faixa pós-menopausa, que passam por eventos fortemente emocionais ou por grande estresse físico.


Parece ataque cardíaco, mas não é!


Os sintomas são praticamente os mesmos de um ataque cardíaco. Contudo, o quadro somente se agrava radicalmente em cerca de 20% dos casos, exigindo os mesmos cuidados de emergência que um ataque cardíaco. Nos demais casos, principalmente quanto o atendimento é rápido, todos os pacientes que superam as primeiras 48 horas sobrevivem e têm recuperação total, sem sequelas.
Estes primeiros dados sobre a nova doença são de uma pesquisa conduzida por médicos do The Miriam Hospital (Estados Unidos) e que serão publicados no exemplar de Abril do American Journal of Cardiology.
"Pode ser difícil para os cardiologistas e médicos da emergência diagnosticarem e tratarem de pacientes com síndrome do coração partido. Entretanto, estes dados irão nos ajudar a entender melhor o processo da doença e poderão desempenhar um papel importante no desenvolvimento de melhores estratégias de tratamento," diz o Dr. Richard Regnante, coordenador da pesquisa.


Reação aos hormônios do estresse.


Os especialistas acreditam que os sintomas possam surgir pela reação do coração a uma grande liberação de hormônios do estresse, como a adrenalina, fazendo com que uma parte do coração enfraqueça temporariamente ou fique enrijecida (cardiomiopatia), embora o mecanismo exato ainda seja desconhecido. Entretanto, tudo indica que a síndrome do coração partido é temporária e totalmente reversível.


Origem emocional


Segundo o estudo, 67% dos pacientes foram expostos a algum tipo de estresse físico ou emocional, como notícias ruins sobre um familiar, uma briga doméstica ou acidentes de carro.
"Alguns acreditam que a síndrome é simplesmente uma forma de ataque cardíaco que 'aborta' a si mesmo logo no início e, desta forma, não deixa danos permanentes no músculo cardíaco. Outros afirmam que a síndrome não tem nada a ver com as artérias coronárias e é simplesmente um problema com o músculo do coração," diz Regnante.
Contudo, os pesquisadores também descobriram uma forte correlação entre a síndrome do coração partido e a época do ano, ocorrendo mais na primavera e no verão, enquanto a maioria dos ataques cardíacos ocorre no inverno.
O próximo passo da pesquisa será encontrar pacientes da ainda rara síndrome do coração partido para efetuar um estudo baseado em ultrassonografia cardiovascular, em busca de mais informações sobre mais esta doença da modernidade. "


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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Sei lá.
Por favor, aceite isso como uma resposta e uma pergunta. Não sei o que falo, o que penso e o que sei. Na verdade, eu tenho tanta certeza que acabo não sabendo nada.
Ou sei lá se é realmente isso que acontece e o que eu quero dizer.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nunca é tarde para...

Ajudar o planeta, ser feliz, rir sem se importar. Não conter as lágrimas, ser sincero, aceitar a vida como ela é, perdoar ou negar. Não é tarde para ir à Paris, Londres, Moscow. Cantar a plenos pulmões "Exagerado" para quem você ama, correr atrás de um carro para não deixar alguem especial partir. Pintar o cabelo de roxo, aceitar ir naquela festa, ter o que vestir. Lutar pelo o que você acredita, gritar o que te sufoca, sair sem olhar para trás; mas também não é tarde para voltar ou mudar o final do seu filme. Nunca é tarde para ter a primeira vez, o primeiro namorado ou o primeiro beijo. Pular de Bungee jumping, aprender a dirigir e saber nadar. Não é tarde para você achar lugares que vendam seu doce favorito ou começar aquela bendita dieta. Nunca é tarde para dizer eu te amo e roubar um beijo. Nunca é tarde para olhar pro relógio e perceber que dá tempo de você tomar coragem e persistir.

sábado, 19 de setembro de 2009

Perdoada.

Ela roubava flores, bombons, desenhos, lápis e papéis; tirava lágrimas, mal humor e insônias. Ela fazia isso sorrindo, e devolvia tudo transformado em gargalhadas. E por isso, todos a perdoam.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pelas trilhões de horas que te ofereci.

Exagerada e impulssiva. Por todas essas coisas, eu sempre quis te prender, e gritar no seu ouvido tudo o que eu sentia, porque sempre esteve tudo escrito nos meus olhos, mas chego a achar que você sempre foi uma espécie de analfabeto. Por você acordo às 5 am pra tentar parecer bonita e ficava toda besta quando chegava perto. Por toda minha esperança adiei compromissos, festas, almoços com os amigos e algumas horas de sono, apenas para te dar horas vagas pra vir falar comigo, algo que indique que você finalmente conseguiu me ler. Por sua causa, o teclado já tem a palavra "você" quase automaticamente. Você. Você. Você. Meus neuronios gravaram tanto seu nome e seu sorriso que, como todas as coisas que são usadas em excesso, você agora está falhando no meu sistema, como se tivesse desbotado.

Há mil horas atrás eu sabia, há dois mil passos antigos eu gritaria milhões de motivos. Era tão incomum, e agora: você se tornou normal ou eu voltei ao meu estado normal? Antes eu tinha certeza da minha incerteza, agora eu tenho incerteza da minha certeza; e acredite: isso é bem pior.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dessa vez é cartão vermelho.

Muitos aparentemente te adoram, e te dão corações vermelhos. Mas dessa vez você vai ganhar o meu cartão vermelho, porque vive rindo de quem você acha que não está ao seu nível social, puxando saco dos professores e mostrando o seu sorriso falso, achando que sabe de tudo. Mas sabe o que você não sabe? Que muita gente está de saco cheio de ver você esnobar e esbanjar sua tolice.

sábado, 12 de setembro de 2009

Guerra particular.

- Ou você gosta, ou não. Decida-se de uma vez! - ordena meu raciocionio, como se fosse o dono de toda a razão.
- É difícil, não posso fazer nada. - responde meu lado emocional, como se não tivesse a miníma culpa.

Difícil digo eu, pois antes eu apenas gostava de você. Agora meu lado racional resolveu colocar ordem, e meu emocional decidiu fazer pirraça; desde então eles se detestam brutalmente. E eu me sinto em meio da Guerra Fria (apenas não sei qual é o capitalista e qual é o comunista, os dois são tão egocentricos!).

"É muito difícil fazer sua cabeça eseu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos".
Woody Allen.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

À Luciana Fiuza.

Definitivamente, Luciana, é dificilíssimo escrever sobre você. Não que eu não te conheça, ou que você seja toda complicada; é que muitas vezes tenho a nítida impressão que você está acima do bom ou do péssimo humor, acima de qualquer irracionalidade e dos defeitos e perfeições. Você simplesmente é única. Com todos seus desenhos incrivelmente perfeitos, com todo o seu mundo aos avessos, cheios de formulas e interrogações.

Enquanto você fala que ninguém te adora, ou que acabará solteira, você passa por cima de todo seu sorriso branco em contraste com sua pele morena, toda sua inteligência e talento. Você não percebe que qualquer pessoa poderia estar fazendo nada, ou nem se importando com os amigos, mas você não é assim, não é qualquer pessoa. Você é aquela que passa a tarde ensinando sua prima de dez anos a estudar pra prova, e depois no MSN me ensina química, física e inglês; que me faz rir e do nada vem com desenhos de mim, ou de um conto da Clarice Lispector. Uma das pessoas mais esforçadas que já vi, que tem aquela tartaruga depois do seu nome no nick (e é por isso que te identifico). Você, Lu, é uma das raras pessoas que eu nunca (nunca mesmo) chamei de amiga, ou qualquer coisa do genero, e sempre te considerei extremamente, pois, na nossa amizade, nominações não são precisas.

Eu sei que você é toda feita pela razão, e eu toda feita pela emoção, mas por mais que você virar um robô e se sentir sem amigos, lembre-se que você vai ter a minha total amizade, porque um dia (no começo do ano) eu te disse que eu continuaria sendo sua amiga por mais estranha e robótica que você estivesse, e eu vou cumprir. Porque eu te adoro (e, sim, te acho demais!).

Te adoro, eternamente.

Da sua Hássio, El niño ou simplesmente (extremamente emocional) Marry.



P.S.: E esse blog somente existe por grande insistencia sua!


domingo, 6 de setembro de 2009

Humana.

- Não há mais coração aqui, o pouco de que restava virou pedacinhos e caiu. Além de recíproca demais e sincera em excesso, começo a achar que ficarei solitária, sem talentos e uma emocional frustrada. E nem sei se me importo.
- Que eu posso fazer por você? - perguntei, esperando um nada como resposta.
- Me humanize novamente.

Fiquei quieta, tentando achar solução. E a garota também ficou, esperando uma solução, vinda de mim, quase impossível. Ficamos inquietas. Toda a humanidade ecoava na minha mente.

sábado, 5 de setembro de 2009

Amor próprio (?)

Baixinha, gordinha, cabelo cacheado, fala estranha, desastrada, entediada e com inúmeras horas vagas. É tudo isso e muito mais que faz com que meu amor próprio oscile em questão de segundos. Na verdade, eu gosto de ser diferente das morenas, altas e com cabelos lisos, isso faz com que eu me sinta, quase, exclusiva. Raramente eu tiro o jeito alegre e troco por algo triste, mesmo quando me detesto. Acho que amor próprio é muito relativo, depende de como as pessoas ao redor estão, da minha nota no boletim, ou do meu humor. A maioria das vezes que tenho baixa estima é quando me sinto uma criancinha boba no meio de um monte de gente muito mais evoluída que eu, ou então quando tenho a leve impressão que por mais que eu tente parecer ser sexy não cheguei aos pés das outras pessoas, e penso que isso acontece com todo mundo, que essa questão relativa não é nenhum caso raro. Como todas as outras coisas, comigo amor próprio é bipolar, horas me amo, horas me odeio; horas há motivos e horas não. Acontece que, mesmo eu estando de bem com a minha vidinha, com meu corpo e com meu desempenho escolar e social, diante a forma que sustento um amor que não vai resultar em nada, acabo achando a pergunta ótima: eu me amo de verdade?


Pauta para o Tudo de Blog.


Amores, ganhei selinhos lindos... mas minha vida de blogueira anda uóóóó! Vou postar aqui, e responder os comentários. Bjs.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ignorance

Juro, achei que você tinha mais maturidade. Enquanto você me ignora desse jeito cruel e faz seu joguinho ridículo (que não vai resultar em nada), eu finjo que não me importo, talvez assim eu consiga andar com a cabeça um pouco mais erguida.
Mas não imagine você que tudo isso não será recipicro, te amar calada eu aguento, ser pisoteada por você e não falar nada, aí já é demais.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como se fosse numa mesa de bar.

Estava aqui pensando, lembrando da prova de Ensino Religioso e comendo pizza. Cheguei à conclusão que misturando todos os povos, todas as crenças, todos os neurônios, todos os mundos e todas as vidas, nada passa de um bar. E Deus... O garçom/dono/balconista.

Cada um está em uma mesa, com várias pessoas sentadas juntas, todos rindo, chorando, gritando, ou querendo fugir. Muitas vezes em uma noite só, mudamos de mesa e grupos. E a estadia nesse bar é de apenas uma noite. Uma noite para conhecermos o máximo de pessoas que pudermos; sentir cada gosto de cada sentimento, rir até a barriga doer, chorar até ficarmos com desidratação e pedirmos com urgência: “Garçom, uma água, por favor!”

Acho que estou acomodadamente inquieta na minha mesa, sou uma das clientes que mais dá trabalho: fico pedindo o tempo todo; é pizza, chocolate, água, bala, torta e pudins. Muitas vezes, saio rapidinho da minha mesa e sento em outra... Converso e dou risada com pessoas que talvez eu não as veja mais o resto da noite toda, outras ficarei esbarrando no corredor, e raras fico colada até tudo acabar.

No momento, estou escolhendo às cegas um prato ainda desconhecido, em um cardápio que não vejo o fim, mas espero que seja extenso. Da ultima vez, eu pedi milk shake, e mandaram errado... Pedi pequeno, veio gigante. Ainda estou rindo, chorando e protestando com o garçom, parece que ele não virá tão cedo. Mas acho que ele está me ouvindo, pois ele está numa mesa aqui perto, olhando pra mim com uma bondosa cara (será que está interessado por ver como estou me virando sozinha com o Milk Shake gigante que nem consigo agüentar?) e pede que eu tenha paciência.

Mas, acho que já vou berrar daqui mesmo:

- Garçom? Uma água, por favor... Nem precisa ser gelada, é apenas para tirar o excesso doce que está me dando náuseas! Obrigada.

Não importa quantas pessoas tem nesse bar, e somente possui O único garçom: ele atende e observa cada um, em cada mesa, em cada timbre, em cada riso e choro.

E mesmo comigo sendo muito pedinte, ele parece saber que não é questão de exigência, mas de confusão e impulsividade.

Então eu digo do nada:

- Ah, Garçom: a água, o sorvete, o bolo, a torta, o jiló, a raiz forte, o sushi, a feijoada, o sanduíche... Coloca na conta, por favor!

De verdade, espero que ele me dê uns 40% de desconto, porque somente sou uma garotinha, esperta, talvez; mas obviamente confusa com o cardápio cheio de coisas desconhecidas. Afinal, acho que a maioria de nós é.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O problema das pessoas perfeitas.

O problema é que elas não existem. Talvez elas sejam quase perfeitas, mas simplesmente se esquecem do termo quase.
Perfeito? Quem?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Coisas e tal.

Aprendi recentemente que não adianta:
  • procurar no Google sobre como matar saudades, como tomar coragem, qual vestido vestir, como ter coordenação para andar de salto alto, a pessoa ideal para amar, o melhor jeito de beijar, melhores mentiras, piores verdades, ou como deixar de te amar.
  • tentar ser simpática sendo que não quero ser (e também detesto falsidade), tentar ser mais calma e menos ansiosa, tentar gostar de comidas saudáveis ao invés de doces, tentar deixar de surtar ao te ver, arranjar competições para vencer, ou algo que me faça te esquecer.
  • deixar de pular, gritar, abraçar ou falar somente por precaução, parar de inventar mentiras bobas (e ingênuas) para chamar sua atenção, querer voltar no tempo, esconder agendas no celular, deixar bilhetes românticos (e direcionados) na escrivaninha, não comer para não engordar, não dormir à tarde para evitar insônia de noite, ou te substituir por uma mesa de bar.
Tudo isso porque sou impulsiva demais para seguir padrões, dicas, conselhos e afins. Tão impulsiva a ponto de ficar vendo e revendo todos comandos com o meu cerebro, para chegar na hora e agir apenas com o coração. Não tenho culpa, não mesmo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Somewhere over the rainbow.

Eu sei que isso parece loucura, mas às vezes penso que nós não passamos de uma espécie de duendes humanizados... e que a vida não se passa de um arco-íris colorido, com alguns detalhes em branco e preto.

E se for assim, qual é meu pote de ouro inalcançável? É você?
Além do arco íris não existem lágrimas, não existe amor não correspondido, acho que também não existem crises, nem machucados.

Além do arco-íris deve existir crianças brincando, adultos rindo, música e borboletas voando. No final do arco-íris, talvez as borboletas sejam anjos, e nós somos espécies de girassóis em que cada um tem o próprio sol, brilhando cada dia do ano. E se for assim, quero que meu pote de ouro não tenha ouro, mas tenha você.



P.S.: Fiz twitter, depois de muita resistencia, admito. Clique aqui para me add.

domingo, 9 de agosto de 2009

Palavras maiores que as minhas.

"Criatura + Empresa + Escola + Professora. Interação perfeita para estimular, premiar e reconhecer um dote natural que me surpreende, assusta, mas com certeza me faz feliz. Maria Rita, quando soubemos que você era um feto teimoso, sua mãe estava no quinto mês de gravidez. Morava em Rio Claro, trabalhava em Campinas, estudava em Itu. Jamais quis ter filhos. Você nunca estivera nos meus planos de vida. Nascimento em madrugada fria, 22 de maio. Segunda feira (!), sem ligação do esôfago com estômago! Chorava sem parar. No mesmo dia, de carro te levei para Campinas, único local para fazer a ligação. Quase desisti no caminho porque você deu sinais de óbito. (Você, com 2,2 kg, uma enfermeira, um vaso de oxigênio e eu...). Terça feira, sua operação. Dezenove dias de UTI, duas paradas respiratórias... Você era um monstrinho: pernas abertas, olho esquerdo de pálpebras caídas, toda arroxeada, parecia um frágil passarinho. Concluí, pelo seu prognóstico de vida vegetativa, que Deus me castigara. Atrofia cerebral, figurinha feia. Demorou uma eternidade para falar e andar. Ainda hoje, tem uma "fala" meia de francesa. APAE, Unesp, Princesa Vitória, Anjinho, Seta, Anglo, e apesar de nossa deterioração econômica, ajuda de muita gente, até hoje, você sempre nos surpreende! Sua carência em exatas é compensada nas letras. Você já nasceu com pais velhos. Com nossa ausência, e carência, seu futuro me preocupa. Rogo ao Senhor que você esteja estabilizada quando ocorrer a separação. Seu nome foi homenagem à tia Rita, baixinha, guerreira, como você. Tombada na rodovia dos Bandeirantes. Fico impressionado com as semelhanças físicas, de combatividade das duas. Maria Rita, sua vida foi, é uma saga. Espero que o futuro venha a compensá-la pela insistência em viver, vencer. Minha filha, não perca o foco, nem deixe que alegrias e vaidades de um trecho do caminho desviem seus objetivos intelectuais e pessoais de SER FELIZ! Seu pai, feliz por você ser assim. Te amo, Fernando."


Dia dos pais. Eu nem tentei escrever um texto sobre ele com as minhas palavras. Deixei para postar um texto dele, com as palavras dele, sobre tudo o que ele fez por mim, somente assim as pessoas poderão perceber a grandeza disso tudo, e também, porque sei que essas palavras do meu pai são mais valiosas do que qualquer frase formada que eu poderia escrever.

Feliz dia dos pais, pai. Te amo (mesmo que, às vezes, eu fale que te deteste).

sábado, 8 de agosto de 2009

Ansiosa compulsiva.

Acho que sou uma das garotas mais ansiosas do mundo. Do tipo de pessoa que vive todas as vinte e quatro horas do dia com o coração na mão, e mesmo quando estou acomodada em algo, faço questão de ficar esperando o tempo passar, como se ele fosse interminável. Fico procurando o tempo todo algo para comer, bolachas e torradas, refrigerantes e leites já me entediaram faz tempo. E a ansiedade continua tão grande que agora morro de fome por comidas inexistentes. Fico no grupo dos ansiosos compulsivos, daqueles tipos que fazem contagem regressiva para tudo. A minha mania atual é fazer contagem regressiva desde quando as coisas estão começando, até elas acabarem; e quando eu acho que contar dias está longo e frustrante demais, eu começo a contar horas (da ultima vez que vi, faltavam 240 horas* para recomeçar as aulas!), os minutos, os segundos. Planejo a semana inteira, somente para no fim das contas eu me dizer: “Viu? Já acabou, criatura! Nem foi tão interminável assim...”. Com tanta ansiedade, não há estomago que agüente, já fui ao médico muitas vezes por causa disso, dessa ansiedade por absolutamente tudo. E, para ser sincera, estava ansiosa para fazer esse texto também.

* 240 horas equivalem à 1440 jogos de Tony Hawk, de dez minutos, com dois players.
Tony Hawk é muuuuuuuuito bom. E eu sei, tenho um jeito bizarro de contar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mico de rua, na rua.

Não sei porque, estou morreeeeendo de vontade de contar algum mico (dos 9999 micos que já passei). Vou falar sobre um mico, que não é beeem um mico, que aconteceu hoje.


Lá estava eu e minha amiga voltando do shopping, rumo ao ponto de onibus, todas felizes e conversando. E nessas horas eu SEMPRE me empolgo.
Estava super empolgada, falando sobre o dia que vi certa pessoa e dei um 'oi' super escandaloso. E claro que eu tive que demonstrar o meu 'oi' em formas de gestos, no meio da calçada lotada.
Abri os braços com tudo, sem nem pensar que tinha gente do lado, e 'PÁÁH'. Meti a mão na boca de um inocente pedestre que levava sua vida numa boa.
Ah, mico. Mico maior foi que não consegui nem pedir desculpas, eu e minha amiga começamos a rir igual maniacas que saíram do hospício.

Sorte que ele estava de bom humor e riu. Sorte, também, que ele não tinha a gripe do porquinho (eu tinha que bater bem na boca da criatura?), e eu estou super saudável, senão, o alcool gel que fiquei passando antes de tomar sorvete, de nada adiantaria.


P.S.: Hoje comprei o livro: "O Diabo veste Prada".
Também vi um livrinho com 135 (?) dicas para puxar conversa. Custava R$29,90 e eu nem comprei; mas tenho que comprar, só assim começarei meu super plano de conquista (que nem sei por onde começar). MUAHAHAHAHA.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ser feliz antes de mais nada.

Enjoei, e quer saber?
Não me importa se eu te mandar recado agora, enquanto você está bebendo com seus amigos (e eu parecer mal amada). Não me importa se eu ainda gosto de você, mas não tenho chance. Não me importa, não por enquanto. Porque só por hoje não quero tomar minha dose (altissíma) de você; só por esses dias eu (quase) nem me importo com o meu mundinho infestado pelo seu nome e seu sorriso.

"Extravasa! Libera e joga tudo pro ar. Eu quero ser feliz antes de mais nada, extravasa."

sábado, 1 de agosto de 2009

Lista super (in)útil sobre minha pessoa.

Roubei o meme da Johana. Adooro² essas coisas, eu me sinto 'a personalidade da semana', dos jornais.

Um objeto: Livros;
Um vício: Estalar os dedos;
Um chá: Hortelã;
Um prazer: uii! Dormir;
Um móvel: Sofá;
Uma ação: Falar;
Um número: 2
Uma flor: Cactos (quem se importa de não ser uma flor?!);
Uma cor: Vermelho;
Um planeta: Terra;
Uma fruta: Caqui;
Um símbolo: Hippie;
Um mês: Maio;
Um aroma: Eucalipto (daquelas alamedas de eucalipto lá do Horto);
Uma bebida: Chá gelado (só porque sou VICIADA em chá);
Um elemento: Ar;
Um verbo: Viver;
Um sentido: Vi
são;
Uma estação: Primavera;
Um legume: Palmito;
Um animal: Coelho;
Um esporte: Basquete;
Um sorvete: Crocante;
Um hobbie: Ler;
Um tempero: Sal;
Uma marca: Crocker;
Uma palavra: Felicidade;
Um sentimento: Liberdade;
Uma árvore: Eucalipto;
Uma hora do dia: 7h am;
Uma matéria: História;
Uma direção: Norte;
Uma sensação: Voar;
Uma religião: Seilá (já disse que sou ecumenica?);
Uma parte do corpo: Olhos;
Uma pedra: Cristal;
Um perfume: Ma Chérie;
Uma roupa: Camisetas.
Um estilo musical: Rock.
Um dia da semana: Terça - feira;
Um instrumento musical: Bateria;
Um lugar: Antiga casa que eu morava (em São Manuel);
Um livro: A distância entre nós - Thrity Umrigar;
Um prato: Franguinho;
Uma música: Por enquanto - Cássia Eller;
Um clima: Meio frio, meio calor;
Uma viagem: Hopi Hari;
Um calçado: All Star;
Uma pessoa: Clarice Lispector;

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Seeelos²!

Regras:

1- Exibir o selinho em seu blog;

2- Postar o link do blog que te indicou: Ganhei da Milla e da Juh Costa! Muuito obrigaada! *-*

3- Listar 5 desejos de consumo que te deixariam mais glamurosa:


-Autógrafo da Rowling (aliás, hoje, (ou ontem? estou postando às 23:59!) - 31/07 - é aniversario dela! Happy Birthday!);

-Rímel colorido (não acho por aqui, que drooga!);

-Uma biblioteca inteira (com mil livros fantásticos - e que eu tenha lido TODOS);

-Um vestido idêntico àquele azul da Hilarie Burton;

-Um celular novo;


4- Indicar 10 amigas 4 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas:


Brincando de verdade

Realidades Utópicas

Rainbow of Cherry

The ghost and the girl,



Ganhei da Viick, da Bia, da Juh Costa, valeeeu meninës!

1.Uma música mágica: Perfeição - Legião Urbana;

2.Um filme mágico: Tomates Verdes Fritos;

3.Uma viagem mágica: São Manuel, férias passadas *-*;

4.Maquiagem mágica: Lápis de olho e gloss;


Ganhei o selinho da Juh Costa, valeeu *-*

5 características minhas:

- Ansiosa;

- Estranha;

- Confusa;

- Boba;

- Esperta.



O que tem escrito no selinho: Este blog é como um bolo de copo, lindo e doce!

As Regrinhas são:

• Divulgue o link do blog que te indicou: A Juh Costa! Thaanks!
• Diga o seu doce predileto: Mousse de maracujá :9
• Diga sua música predileta: ixi, vou dizer alguma que gosto MUITO, mas não existe predileta. - All my loving - Beatles.


Ganhei esse selinho da Johana! Valeu! *-*


5 coisas que eu adoro fazer:

- Ler;

- Escrever;

- Falar (hahahaha);

- Mexer no computador;

- Sair.



AMORES! Todos os selos são indicados para aqueles que eu indiquei o primeiro; e para quem quiser pegar (é que acho tããão complicado ficar escolhendo, vocês não tem noção)!



(Aliás, eu prometi que iria postar quinta feira, mas na quinta - a noite, a tarde não entrei direito no computador - eu fiz uma operaçãozinha no estômago, - minhas ex-úlceras!- então só pude postar agora).


Beeijos!

terça-feira, 28 de julho de 2009

De você (ou não).

Eu não sei se já disse, mas esse clima noturno e fresco, com uma dúvida entre céu limpo e chuva, me faz sentir viva. Não, não é viver por apenas respirar, é viver de um modo que eu sei que há sangue correndo nas veias, há neurônios no cérebro e há sentimentos em algum lugar de mim (ou na minha pessoa como um todo, ainda não descobri). Há vida lá fora, há milhões de vidas no mundo, e isso me anima. Porque são nessas horas que eu descubro que eu não agüento mais ser o livro invisível e cheio de pó na sua prateleira, e que nosso tempo de convívio se esgota, como grãos de areia caindo rapidamente de uma ampulheta do século XVII. São nessas horas que eu me sinto no topo do mundo, olhando para todas as pessoas e totalmente liberta de você. Eu só preciso sair da sua estante, só preciso te tirar de dentro de mim. Como eu faço?

E eu cansei de você, e ao mesmo tempo não cansei. É estranho. E por favor, fazei com que ALGUÉM pare de falar que só faltam 4 meses para a formatura, isso significa muita coisa para mim, muito trabalho emocional que eu acho que sou suficientemente fraca para aguentar.

Agora está chovendo PEDRA! :O

domingo, 26 de julho de 2009

Saudades e alguma coisa além.

Acho que saudade é um sentimento mais repentino e estranho que o amor, e talvez nunca passe. Um dia qualquer, nos levantamos da cama e sentimos saudades daquele café vindo da cozinha, do antigo gato branco se espreguiçando do lado do seu tênis. Sente falta daquele pão que sua mãe fazia quando você tinha só cinco anos, sente falta daquela sua vontade de ir para a escolinha (e o medo de sair de casa), sente saudades da antiga calçada, do antigo motorista do ônibus (que talvez nunca tenham se falado, mas você queria muito olhar aquele rosto, só por olhar), sente falta dos antigos amiguinhos, que você não tem noticia há anos. Algum dia nós percebemos que saudade vem com uma antiga foto, um antigo desenho, tem cheiro de chuva e montanha para alguns, e sensação de uma tarde ensolarada na praia, para outros. Saudade dói porque é intocável, é urgente, é fogo e neve ao mesmo tempo. Saudades daquela sua avó que você vivia mordendo, daqueles periquitos australianos que você vivia implicando, saudades das antigas briguinhas bobas e dos problemas pequenos e resoluções fáceis. Às vezes, saudades vêm quando, no meio da calçada lotada, sentimos um perfume conhecido, mas os rostos ao redor são totalmente desconhecidos; saudade de um jeito antigo de pensar, ultrapassado de ser. Saudade da antiga casa, das antigas palavras, das velhas novidades; saudade de tudo que você chorou, de todas as coisas que você viu, e com todas as piadas que você riu. Saudade deve doer, principalmente, porque todos os momentos, todos os olhares, risadas, cheiros e cores, fizeram toda nossa vida, somos nós mesmos, um pedaço da nossa própria alma que já está fechada e arquivada. E, humanamente, nós tentamos com urgência abri-la.

P.S.: People! Eu ganhei selos LINDOS de um moonte de gente MARA³, não postei ainda porque alguma coisa está me deixando com super lotação de coisas, mas quinta já tá tudo postado e encaminhado, ok?! :*

sábado, 25 de julho de 2009

Poderosa e perigosa, Bones.





Tenho pensado muito sobre qual personagem seria, algumas vezes pensei em dizer sobre o House, em como a inteligência dele me deixa pasma, e em como me indentifico com a ironia e sarcasmo; outras vezes cheguei a pensar em falar sobre a Olivia Benson, no jeito que ela usa a emoção, mesmo na hora de ser racional. Há cada minuto eu sou algum personagem diferente, uma personalidade diferente.

Agora, qual personagem eu, definitivamente, seria?
Temperance Brennan, ou simplesmente Bones. Ela possui aquele jeito brilhante de pensar, diferente da maioria das pessoas, e ao mesmo tempo não sabe coisas que qualquer adolescente por aí saberia; atualizada e (meio) desinformada em tudo ao mesmo tempo. É a melhor antropóloga forense não só porque é a mais genial, ou a mais talentosa, mas porque realmente ama o que faz. Possui aquele jeito imprevisível, sempre quer ajudar as pessoas e não consegue demonstrar grandes sentimentos através de ações ou expressões, mas mesmo assim, tem paixão transbordando até no olhar e em gestos mais delicados; com aquele sorriso poderoso estampado no rosto, ela consegue ser muito mulher e muito garota quase ao mesmo tempo, não teve a adolescência mais badalada da escola, não é tão simpática e ama ser investigadora criminal mesmo não se dando muito bem com armas. O mais legal da Bones, é que de longe é talentosa e genial; de perto, desestruturada e toda cheia de defeitos. Assim como qualquer ser humano comum e incrível por si só, que eu me indentifico demais e admiro.
Pauta para o Tudo de Blog.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tudo de Blog <3



Ae! Saí na revista, liguei pra Ester, ela chorou, e eu realmente fiquei muuito feliz. *-*
E, obrigada por VOCÊS virem aqui lerem o blog, ok? Fico muuuito feliz! *-*
<3

sábado, 18 de julho de 2009

Calmaria, alma e chuva.

Lá fora a chuva cai. A televisão está ligada, o telefone mudo, e a voz da Celine Dion saindo pelo fone. Meu coração bate em um ritmo estranhamente normal, minha voz possui uma leve preguiça de sair, e o blog até agora não deu problema algum sobre "esta postagem contém problemas de html". Uma calmaria estranha. Acho que vou ali no quintal lavar a alma e pular nas pequenas poças, é o melhor.

Selos, oba!


















Pessoas!
Ganhei esses dois selos do blog Energia Simpatica. Muuito Obrigada!

Vamos às regras:
Postar cinco características minhas, cinco desejos me
us; e indicar para cinco blogs.

Características:

# Confusa;
# Amigável;
# Ansiosa;
# Destraída;
# Paradoxo.

Desejos:


# Publicar um livro;
# Conhecer a J.K. Rowling e abraçá-la;
# Ter um autógrafo da Mariska Hargitay;
# Ir para Edimburgo (Escócia);
# Fazer a diferença.

Blogs:

# The ghost and The girl;
# Segredos, cigarros e momentos;
# Rainbow of Cherry;
# Garota do Casaco Verde;
# Sabe de uma coisa?




Agora, esse selo eu ganhei da Milla! Muuito obrigada, viu?! (Eu ganhei faz tempo, mas só fiz o post agora, perdoa).

Regras:

1- Colocar seu prêmio no blog ou post;
2- Nomear no mínimo 10 blogs que demonstram amizade e/ou gratidão
.

Gente, eu demorei DUAS HORAS (sem brincadeira) pra colocar CINCO blogs, e eu escolhi justamente esses quesitos que pede aqui na regra, então, eu indicarei os mesmos dos outros selos (aí de cima) e serão somente cinco. Se outros cinco blogs quiserem também, podem pegar! *-*

terça-feira, 14 de julho de 2009

É sempre assim.

- Oi?
-...
- Ah! Foi bom ter falado contigo. Tchau.
-...

Droga, droga, droga! Deveria ter dito algo, mas os olhos me paralisaram, deveria ter puxado assunto, mas meus lábios não se mexiam, as suposições me atordoaram, a simples presença e o cabelo loiro balançando me deixaram com a perna bamba. E eu ainda pareço uma grossa, uma mudinha boba. É uma mudez física e um grito emocional. Acho que alguém jamais entenderá isso, essa mudez repentina.

(outro dia, depois de vezes ensaiando algo).

- Oi?
- Oi! Desculpe todas as outras vezes que não respondi, não é má educação, é uma espécie de mudez física quando o emocional grita muito e o coração bate forte demais...
- Ah, tudo bem...
- Acontece isso porque eu te amo. – alivio, era como se todo nó na garganta estivesse desatado.
-...

Merda, agora deixei a pessoa muda. É sempre assim, tão bobo e tão confuso.


P.S.: definitivamente, isso não é nada além de uma histórinha na minha cabeça. Eu teria coragem o suficiente com todos os outros, menos com você.

sábado, 11 de julho de 2009

O problema é que eu te amo.

"Não é porque tá muito frio, não é porque tá muito calor. O problema é que eu te amo."
Cássia Eller - Meu mundo ficaria completo (com você)


Acordei tarde, quase perdendo hora, levantei da cama correndo e torci o pé, fazendo com que eu batesse o rosto na quina da escrivaninha. Levantei e fui ver se havia machucado meu rosto, então fui tomar banho. O dia estava nublado e frio, e o chuveiro havia queimado assim que o liguei, a água saiu gelada, me fazendo tremer e quase ter um colapso cardíaco (a ponto de achar que iria morrer igual o Jack, do Titanic). Sai de casa ainda tremendo, tendo tomado café com sal (os potes eram tão iguais!), e com o dedo cortado (por ter aberto a lata de forma errada).
O dia estava um caos, perdi o ônibus, o clima mudou mais de três vezes e tirei zero na prova, e provavelmente posso repetir o ano.
E o meu problema?
O meu problema não é nada disso, não é o aquecimento global, o corte, o zero, o frio ou o calor. O meu problema é que cada vez que vejo seus olhos castanhos e meu coração dispara, chego a perder o ritmo da minha respiração e meus nervos ficam a flor da pele. Meu problema é que não posso dizer que te amo (em hipótese alguma!), e que eu tenho que agüentar firme as borboletas no meu estomago serem extremamente violentas. É que eu tenho que ter uma expressão calma, mesmo quando me sinto a beira de um abismo e sinto um enorme grito entalado no meu peito. É te ver toda semana e não poder nem roubar um beijo, e te olhar sorrindo, escondendo meus medos e sentimentos. É ser mais ansiosa, precipitada e frustrada do que eu já sou e ainda tentar ser legal com as pessoas. O problema é que cortar o dedo, torcer o pé e bater a cabeça dói, mas dor de amor é bem maior e invisível, e tenho que ficar quieta e suportar, mesmo com a maioria das pessoas menosprezando apenas porque é dor invisível.
O maior problema é que eu te amo, e isso é assustador.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sorte de hoje: Sorria. Isso basta.

Somente porque sempre tive facilidade com as palavras, achei que se expressar fosse fácil. Agora percebo que há sentimentos e momentos que nunca poderão ser expressos com algo além de um sorriso.
Sempre me perguntei o que iria falar se tivesse que me reconciliar com a minha melhor amiga. Se eu tivesse que desejar os pêsames para alguém. Se tivesse que suportar uma dor muito grande ou pedir desculpas por um grande erro. Quais palavras seriam as mais sinceras? Quais gestos seriam mais convincentes? Qual explicação eu deveria dar a fulano? E com quantos ‘obrigados’ poderia compensar aquele imenso favor?
Acho que além de mim, milhares e milhares de pessoas passam noites pensando sobre algum breve discurso particular; ficam com insônia, fazendo jogos de palavras e gestos, com o coração totalmente acelerado e os nervos a flor da pele. Milhares de escritores, palestrantes e pessoas que nasceram para escrever e demonstrar sentimentos ficam atordoados em situações onde nenhuma palavra se encaixa ou descreve o que se passa; há sentimentos que a maioria de nós sente alguma vez na vida e eles não estão presentes em dicionários, sites de pesquisas ou algo que nos ajude a definir ou explicar aquilo.
Então, em um ato impulsivo, nós nos esquecemos das palavras e sorrimos. E aí então percebemos que há textos fantásticos e palavras magníficas, mas nada está além de um sorriso, principalmente se for sincero.
Muitas vezes, nós jogamos muito com palavras (naturalmente) superficiais, e nos esquecemos que o melhor e mais puro não está em nenhuma delas, e sim no sorriso. Sorria, isso basta.

Para o Blorkutando.

domingo, 5 de julho de 2009

Sinceramente.

Desculpe, eu menti.
Menti quando disse que era melhor que você e que era o melhor para você, alias acho que não sou o melhor para ninguém.
Olhe para mim, tenho 1,45m e cabelos totalmente indomáveis; acordo de manhã com um olho arregalado e o outro minúsculo, isso quando um não resolve ser azul anil e o outro fica verde musgo. Eu tenho um problema neurológico que me faz tremer em situações nervosas e que necessita de grande coordenação motora, por conta das minhas duas paradas cardio-respiratorias (que faço questão de lembrar), e por falar nisso, ainda tenho gastrite e ulceras; e acho que sou levemente bipolar.
Eu não sei escrever coisas com grande sentido, não sei andar de bicicleta, falar inglês, desenhar, assobiar, fazer média com as pessoas, nem animar crianças, nem fazer bola de chiclete. Não sei dançar, levar o copo e o prato ao mesmo tempo e nem agir normalmente quando estou confusa. E antes que me esqueça, não sei amar pela metade, amo com atropelo e grande intensidade, porém comigo sempre tem um ‘talvez’ ou um ‘mas’ que atrapalha tudo.
Choro e dou risada quase ao mesmo tempo, tenho grande preguiça de trocar de roupa, esqueço piadas e localizações, vejo muita série policial e não tenho uma musica favorita. Não ouço Jonas Brothers ou Simple Plan, mas ouço The Beatles, Cássia Eller ou Cazuza. Sou inquieta demais, precipitada, ansiosa, extremamente espontânea e desassossegada; me mexo o tempo inteiro, falo quando devo ficar quieta e fico muda quando devo falar, faço quase tudo ao contrário, derrubo a maioria das coisas, vivo tropeçando e sou muito desafinada.
Sinceramente, há milhares de pessoas mais bonitas e perfeitas que eu, mas se você quiser, eu posso te dar o mundo inteiro, e mais um pedaço do meu (desastrado) universo.

domingo, 28 de junho de 2009

Obrigada, Ester.

"Agradecer de coração por você ser assim".


Eu tenho dificuldade de escrever sobre pessoas que tenho admiração e que são inesquecíveis, como minha antiga professora de português, que acabou de se aposentar. Lembro do primeiro dia que tive aula com ela, na 5ª série, ela mesma disse que aquele ano ficaria com a parte chata, gramática. Naquela hora eu achei que seria apenas uma professora com uma matéria chata. Só não sabia que ela seria a professora que me faria tanta diferença, me fazendo acreditar em mim mesma. Ela acreditava tanto no meu potencial e o medo de decepcioná-la era tão grande que eu fazia questão de tirar notas altas nas provas, acho que o que mais me marcou foi ela acreditar tanto em mim a ponto de dizer na frente da metade da escola (e do diretor!) que um dia eu iria para a Academia Brasileira de Letras. Todas as vezes que ela me mandou para fora da sala, chamou minha atenção e era brava, nada disso vai superar os olhares de orgulho, sua felicidade quando eu ganhei um concurso, a minha gratidão, a importância que deu quando soube que escrevo para o Tudo de Blog, o fato de eu achá-la o máximo e de saber que tive uma professora incrível. Porque eu realmente agradeço por ela ser assim, tão especial.


"Alcançar as estrelas não vai ser fácil, mas se eu te pedir, você me ensina como descobrir qual é o melhor caminho."

Nossa sala e ela, no dia da minha premiação (eu sou a menorzinha, loira... bem no meio). Ela disse que quando eu tiver uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ela iria se lembrar desse dia e ter muito orgulho. Vai ser difícil, mas se um dia chegar lá eu me lembrarei dela, e de toda ajuda que ela me deu.

Ela se aposentou há um tempo atrás, mas só deixou o trabalho sexta, e nos avisou na quinta. Está tudo muito recente e eu odeio despedidas (principalmente de pessoas que eu adoro demais), fizemos uma homenagem surpresa pra ela, foi show (e eu chorei, chorei abraçada com ela, chorei no palco, chorei no banheiro e tô chorando agora às 4:25 da madrugada)!


Esse texto PRECISA ser publicado, não por minha causa, mas por ela, é o minimo que posso fazer.

Pauta para o Tudo de Blog (revista).
Aviso: o texto pra pauta vai somente até a foto, o resto é o que eu quis dizer mesmo, livremente, aproveitei a pauta.