quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pelas trilhões de horas que te ofereci.

Exagerada e impulssiva. Por todas essas coisas, eu sempre quis te prender, e gritar no seu ouvido tudo o que eu sentia, porque sempre esteve tudo escrito nos meus olhos, mas chego a achar que você sempre foi uma espécie de analfabeto. Por você acordo às 5 am pra tentar parecer bonita e ficava toda besta quando chegava perto. Por toda minha esperança adiei compromissos, festas, almoços com os amigos e algumas horas de sono, apenas para te dar horas vagas pra vir falar comigo, algo que indique que você finalmente conseguiu me ler. Por sua causa, o teclado já tem a palavra "você" quase automaticamente. Você. Você. Você. Meus neuronios gravaram tanto seu nome e seu sorriso que, como todas as coisas que são usadas em excesso, você agora está falhando no meu sistema, como se tivesse desbotado.

Há mil horas atrás eu sabia, há dois mil passos antigos eu gritaria milhões de motivos. Era tão incomum, e agora: você se tornou normal ou eu voltei ao meu estado normal? Antes eu tinha certeza da minha incerteza, agora eu tenho incerteza da minha certeza; e acredite: isso é bem pior.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dessa vez é cartão vermelho.

Muitos aparentemente te adoram, e te dão corações vermelhos. Mas dessa vez você vai ganhar o meu cartão vermelho, porque vive rindo de quem você acha que não está ao seu nível social, puxando saco dos professores e mostrando o seu sorriso falso, achando que sabe de tudo. Mas sabe o que você não sabe? Que muita gente está de saco cheio de ver você esnobar e esbanjar sua tolice.

sábado, 12 de setembro de 2009

Guerra particular.

- Ou você gosta, ou não. Decida-se de uma vez! - ordena meu raciocionio, como se fosse o dono de toda a razão.
- É difícil, não posso fazer nada. - responde meu lado emocional, como se não tivesse a miníma culpa.

Difícil digo eu, pois antes eu apenas gostava de você. Agora meu lado racional resolveu colocar ordem, e meu emocional decidiu fazer pirraça; desde então eles se detestam brutalmente. E eu me sinto em meio da Guerra Fria (apenas não sei qual é o capitalista e qual é o comunista, os dois são tão egocentricos!).

"É muito difícil fazer sua cabeça eseu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos".
Woody Allen.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

À Luciana Fiuza.

Definitivamente, Luciana, é dificilíssimo escrever sobre você. Não que eu não te conheça, ou que você seja toda complicada; é que muitas vezes tenho a nítida impressão que você está acima do bom ou do péssimo humor, acima de qualquer irracionalidade e dos defeitos e perfeições. Você simplesmente é única. Com todos seus desenhos incrivelmente perfeitos, com todo o seu mundo aos avessos, cheios de formulas e interrogações.

Enquanto você fala que ninguém te adora, ou que acabará solteira, você passa por cima de todo seu sorriso branco em contraste com sua pele morena, toda sua inteligência e talento. Você não percebe que qualquer pessoa poderia estar fazendo nada, ou nem se importando com os amigos, mas você não é assim, não é qualquer pessoa. Você é aquela que passa a tarde ensinando sua prima de dez anos a estudar pra prova, e depois no MSN me ensina química, física e inglês; que me faz rir e do nada vem com desenhos de mim, ou de um conto da Clarice Lispector. Uma das pessoas mais esforçadas que já vi, que tem aquela tartaruga depois do seu nome no nick (e é por isso que te identifico). Você, Lu, é uma das raras pessoas que eu nunca (nunca mesmo) chamei de amiga, ou qualquer coisa do genero, e sempre te considerei extremamente, pois, na nossa amizade, nominações não são precisas.

Eu sei que você é toda feita pela razão, e eu toda feita pela emoção, mas por mais que você virar um robô e se sentir sem amigos, lembre-se que você vai ter a minha total amizade, porque um dia (no começo do ano) eu te disse que eu continuaria sendo sua amiga por mais estranha e robótica que você estivesse, e eu vou cumprir. Porque eu te adoro (e, sim, te acho demais!).

Te adoro, eternamente.

Da sua Hássio, El niño ou simplesmente (extremamente emocional) Marry.



P.S.: E esse blog somente existe por grande insistencia sua!


domingo, 6 de setembro de 2009

Humana.

- Não há mais coração aqui, o pouco de que restava virou pedacinhos e caiu. Além de recíproca demais e sincera em excesso, começo a achar que ficarei solitária, sem talentos e uma emocional frustrada. E nem sei se me importo.
- Que eu posso fazer por você? - perguntei, esperando um nada como resposta.
- Me humanize novamente.

Fiquei quieta, tentando achar solução. E a garota também ficou, esperando uma solução, vinda de mim, quase impossível. Ficamos inquietas. Toda a humanidade ecoava na minha mente.

sábado, 5 de setembro de 2009

Amor próprio (?)

Baixinha, gordinha, cabelo cacheado, fala estranha, desastrada, entediada e com inúmeras horas vagas. É tudo isso e muito mais que faz com que meu amor próprio oscile em questão de segundos. Na verdade, eu gosto de ser diferente das morenas, altas e com cabelos lisos, isso faz com que eu me sinta, quase, exclusiva. Raramente eu tiro o jeito alegre e troco por algo triste, mesmo quando me detesto. Acho que amor próprio é muito relativo, depende de como as pessoas ao redor estão, da minha nota no boletim, ou do meu humor. A maioria das vezes que tenho baixa estima é quando me sinto uma criancinha boba no meio de um monte de gente muito mais evoluída que eu, ou então quando tenho a leve impressão que por mais que eu tente parecer ser sexy não cheguei aos pés das outras pessoas, e penso que isso acontece com todo mundo, que essa questão relativa não é nenhum caso raro. Como todas as outras coisas, comigo amor próprio é bipolar, horas me amo, horas me odeio; horas há motivos e horas não. Acontece que, mesmo eu estando de bem com a minha vidinha, com meu corpo e com meu desempenho escolar e social, diante a forma que sustento um amor que não vai resultar em nada, acabo achando a pergunta ótima: eu me amo de verdade?


Pauta para o Tudo de Blog.


Amores, ganhei selinhos lindos... mas minha vida de blogueira anda uóóóó! Vou postar aqui, e responder os comentários. Bjs.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ignorance

Juro, achei que você tinha mais maturidade. Enquanto você me ignora desse jeito cruel e faz seu joguinho ridículo (que não vai resultar em nada), eu finjo que não me importo, talvez assim eu consiga andar com a cabeça um pouco mais erguida.
Mas não imagine você que tudo isso não será recipicro, te amar calada eu aguento, ser pisoteada por você e não falar nada, aí já é demais.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como se fosse numa mesa de bar.

Estava aqui pensando, lembrando da prova de Ensino Religioso e comendo pizza. Cheguei à conclusão que misturando todos os povos, todas as crenças, todos os neurônios, todos os mundos e todas as vidas, nada passa de um bar. E Deus... O garçom/dono/balconista.

Cada um está em uma mesa, com várias pessoas sentadas juntas, todos rindo, chorando, gritando, ou querendo fugir. Muitas vezes em uma noite só, mudamos de mesa e grupos. E a estadia nesse bar é de apenas uma noite. Uma noite para conhecermos o máximo de pessoas que pudermos; sentir cada gosto de cada sentimento, rir até a barriga doer, chorar até ficarmos com desidratação e pedirmos com urgência: “Garçom, uma água, por favor!”

Acho que estou acomodadamente inquieta na minha mesa, sou uma das clientes que mais dá trabalho: fico pedindo o tempo todo; é pizza, chocolate, água, bala, torta e pudins. Muitas vezes, saio rapidinho da minha mesa e sento em outra... Converso e dou risada com pessoas que talvez eu não as veja mais o resto da noite toda, outras ficarei esbarrando no corredor, e raras fico colada até tudo acabar.

No momento, estou escolhendo às cegas um prato ainda desconhecido, em um cardápio que não vejo o fim, mas espero que seja extenso. Da ultima vez, eu pedi milk shake, e mandaram errado... Pedi pequeno, veio gigante. Ainda estou rindo, chorando e protestando com o garçom, parece que ele não virá tão cedo. Mas acho que ele está me ouvindo, pois ele está numa mesa aqui perto, olhando pra mim com uma bondosa cara (será que está interessado por ver como estou me virando sozinha com o Milk Shake gigante que nem consigo agüentar?) e pede que eu tenha paciência.

Mas, acho que já vou berrar daqui mesmo:

- Garçom? Uma água, por favor... Nem precisa ser gelada, é apenas para tirar o excesso doce que está me dando náuseas! Obrigada.

Não importa quantas pessoas tem nesse bar, e somente possui O único garçom: ele atende e observa cada um, em cada mesa, em cada timbre, em cada riso e choro.

E mesmo comigo sendo muito pedinte, ele parece saber que não é questão de exigência, mas de confusão e impulsividade.

Então eu digo do nada:

- Ah, Garçom: a água, o sorvete, o bolo, a torta, o jiló, a raiz forte, o sushi, a feijoada, o sanduíche... Coloca na conta, por favor!

De verdade, espero que ele me dê uns 40% de desconto, porque somente sou uma garotinha, esperta, talvez; mas obviamente confusa com o cardápio cheio de coisas desconhecidas. Afinal, acho que a maioria de nós é.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O problema das pessoas perfeitas.

O problema é que elas não existem. Talvez elas sejam quase perfeitas, mas simplesmente se esquecem do termo quase.
Perfeito? Quem?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Coisas e tal.

Aprendi recentemente que não adianta:
  • procurar no Google sobre como matar saudades, como tomar coragem, qual vestido vestir, como ter coordenação para andar de salto alto, a pessoa ideal para amar, o melhor jeito de beijar, melhores mentiras, piores verdades, ou como deixar de te amar.
  • tentar ser simpática sendo que não quero ser (e também detesto falsidade), tentar ser mais calma e menos ansiosa, tentar gostar de comidas saudáveis ao invés de doces, tentar deixar de surtar ao te ver, arranjar competições para vencer, ou algo que me faça te esquecer.
  • deixar de pular, gritar, abraçar ou falar somente por precaução, parar de inventar mentiras bobas (e ingênuas) para chamar sua atenção, querer voltar no tempo, esconder agendas no celular, deixar bilhetes românticos (e direcionados) na escrivaninha, não comer para não engordar, não dormir à tarde para evitar insônia de noite, ou te substituir por uma mesa de bar.
Tudo isso porque sou impulsiva demais para seguir padrões, dicas, conselhos e afins. Tão impulsiva a ponto de ficar vendo e revendo todos comandos com o meu cerebro, para chegar na hora e agir apenas com o coração. Não tenho culpa, não mesmo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Somewhere over the rainbow.

Eu sei que isso parece loucura, mas às vezes penso que nós não passamos de uma espécie de duendes humanizados... e que a vida não se passa de um arco-íris colorido, com alguns detalhes em branco e preto.

E se for assim, qual é meu pote de ouro inalcançável? É você?
Além do arco íris não existem lágrimas, não existe amor não correspondido, acho que também não existem crises, nem machucados.

Além do arco-íris deve existir crianças brincando, adultos rindo, música e borboletas voando. No final do arco-íris, talvez as borboletas sejam anjos, e nós somos espécies de girassóis em que cada um tem o próprio sol, brilhando cada dia do ano. E se for assim, quero que meu pote de ouro não tenha ouro, mas tenha você.



P.S.: Fiz twitter, depois de muita resistencia, admito. Clique aqui para me add.

domingo, 9 de agosto de 2009

Palavras maiores que as minhas.

"Criatura + Empresa + Escola + Professora. Interação perfeita para estimular, premiar e reconhecer um dote natural que me surpreende, assusta, mas com certeza me faz feliz. Maria Rita, quando soubemos que você era um feto teimoso, sua mãe estava no quinto mês de gravidez. Morava em Rio Claro, trabalhava em Campinas, estudava em Itu. Jamais quis ter filhos. Você nunca estivera nos meus planos de vida. Nascimento em madrugada fria, 22 de maio. Segunda feira (!), sem ligação do esôfago com estômago! Chorava sem parar. No mesmo dia, de carro te levei para Campinas, único local para fazer a ligação. Quase desisti no caminho porque você deu sinais de óbito. (Você, com 2,2 kg, uma enfermeira, um vaso de oxigênio e eu...). Terça feira, sua operação. Dezenove dias de UTI, duas paradas respiratórias... Você era um monstrinho: pernas abertas, olho esquerdo de pálpebras caídas, toda arroxeada, parecia um frágil passarinho. Concluí, pelo seu prognóstico de vida vegetativa, que Deus me castigara. Atrofia cerebral, figurinha feia. Demorou uma eternidade para falar e andar. Ainda hoje, tem uma "fala" meia de francesa. APAE, Unesp, Princesa Vitória, Anjinho, Seta, Anglo, e apesar de nossa deterioração econômica, ajuda de muita gente, até hoje, você sempre nos surpreende! Sua carência em exatas é compensada nas letras. Você já nasceu com pais velhos. Com nossa ausência, e carência, seu futuro me preocupa. Rogo ao Senhor que você esteja estabilizada quando ocorrer a separação. Seu nome foi homenagem à tia Rita, baixinha, guerreira, como você. Tombada na rodovia dos Bandeirantes. Fico impressionado com as semelhanças físicas, de combatividade das duas. Maria Rita, sua vida foi, é uma saga. Espero que o futuro venha a compensá-la pela insistência em viver, vencer. Minha filha, não perca o foco, nem deixe que alegrias e vaidades de um trecho do caminho desviem seus objetivos intelectuais e pessoais de SER FELIZ! Seu pai, feliz por você ser assim. Te amo, Fernando."


Dia dos pais. Eu nem tentei escrever um texto sobre ele com as minhas palavras. Deixei para postar um texto dele, com as palavras dele, sobre tudo o que ele fez por mim, somente assim as pessoas poderão perceber a grandeza disso tudo, e também, porque sei que essas palavras do meu pai são mais valiosas do que qualquer frase formada que eu poderia escrever.

Feliz dia dos pais, pai. Te amo (mesmo que, às vezes, eu fale que te deteste).

sábado, 8 de agosto de 2009

Ansiosa compulsiva.

Acho que sou uma das garotas mais ansiosas do mundo. Do tipo de pessoa que vive todas as vinte e quatro horas do dia com o coração na mão, e mesmo quando estou acomodada em algo, faço questão de ficar esperando o tempo passar, como se ele fosse interminável. Fico procurando o tempo todo algo para comer, bolachas e torradas, refrigerantes e leites já me entediaram faz tempo. E a ansiedade continua tão grande que agora morro de fome por comidas inexistentes. Fico no grupo dos ansiosos compulsivos, daqueles tipos que fazem contagem regressiva para tudo. A minha mania atual é fazer contagem regressiva desde quando as coisas estão começando, até elas acabarem; e quando eu acho que contar dias está longo e frustrante demais, eu começo a contar horas (da ultima vez que vi, faltavam 240 horas* para recomeçar as aulas!), os minutos, os segundos. Planejo a semana inteira, somente para no fim das contas eu me dizer: “Viu? Já acabou, criatura! Nem foi tão interminável assim...”. Com tanta ansiedade, não há estomago que agüente, já fui ao médico muitas vezes por causa disso, dessa ansiedade por absolutamente tudo. E, para ser sincera, estava ansiosa para fazer esse texto também.

* 240 horas equivalem à 1440 jogos de Tony Hawk, de dez minutos, com dois players.
Tony Hawk é muuuuuuuuito bom. E eu sei, tenho um jeito bizarro de contar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mico de rua, na rua.

Não sei porque, estou morreeeeendo de vontade de contar algum mico (dos 9999 micos que já passei). Vou falar sobre um mico, que não é beeem um mico, que aconteceu hoje.


Lá estava eu e minha amiga voltando do shopping, rumo ao ponto de onibus, todas felizes e conversando. E nessas horas eu SEMPRE me empolgo.
Estava super empolgada, falando sobre o dia que vi certa pessoa e dei um 'oi' super escandaloso. E claro que eu tive que demonstrar o meu 'oi' em formas de gestos, no meio da calçada lotada.
Abri os braços com tudo, sem nem pensar que tinha gente do lado, e 'PÁÁH'. Meti a mão na boca de um inocente pedestre que levava sua vida numa boa.
Ah, mico. Mico maior foi que não consegui nem pedir desculpas, eu e minha amiga começamos a rir igual maniacas que saíram do hospício.

Sorte que ele estava de bom humor e riu. Sorte, também, que ele não tinha a gripe do porquinho (eu tinha que bater bem na boca da criatura?), e eu estou super saudável, senão, o alcool gel que fiquei passando antes de tomar sorvete, de nada adiantaria.


P.S.: Hoje comprei o livro: "O Diabo veste Prada".
Também vi um livrinho com 135 (?) dicas para puxar conversa. Custava R$29,90 e eu nem comprei; mas tenho que comprar, só assim começarei meu super plano de conquista (que nem sei por onde começar). MUAHAHAHAHA.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ser feliz antes de mais nada.

Enjoei, e quer saber?
Não me importa se eu te mandar recado agora, enquanto você está bebendo com seus amigos (e eu parecer mal amada). Não me importa se eu ainda gosto de você, mas não tenho chance. Não me importa, não por enquanto. Porque só por hoje não quero tomar minha dose (altissíma) de você; só por esses dias eu (quase) nem me importo com o meu mundinho infestado pelo seu nome e seu sorriso.

"Extravasa! Libera e joga tudo pro ar. Eu quero ser feliz antes de mais nada, extravasa."

sábado, 1 de agosto de 2009

Lista super (in)útil sobre minha pessoa.

Roubei o meme da Johana. Adooro² essas coisas, eu me sinto 'a personalidade da semana', dos jornais.

Um objeto: Livros;
Um vício: Estalar os dedos;
Um chá: Hortelã;
Um prazer: uii! Dormir;
Um móvel: Sofá;
Uma ação: Falar;
Um número: 2
Uma flor: Cactos (quem se importa de não ser uma flor?!);
Uma cor: Vermelho;
Um planeta: Terra;
Uma fruta: Caqui;
Um símbolo: Hippie;
Um mês: Maio;
Um aroma: Eucalipto (daquelas alamedas de eucalipto lá do Horto);
Uma bebida: Chá gelado (só porque sou VICIADA em chá);
Um elemento: Ar;
Um verbo: Viver;
Um sentido: Vi
são;
Uma estação: Primavera;
Um legume: Palmito;
Um animal: Coelho;
Um esporte: Basquete;
Um sorvete: Crocante;
Um hobbie: Ler;
Um tempero: Sal;
Uma marca: Crocker;
Uma palavra: Felicidade;
Um sentimento: Liberdade;
Uma árvore: Eucalipto;
Uma hora do dia: 7h am;
Uma matéria: História;
Uma direção: Norte;
Uma sensação: Voar;
Uma religião: Seilá (já disse que sou ecumenica?);
Uma parte do corpo: Olhos;
Uma pedra: Cristal;
Um perfume: Ma Chérie;
Uma roupa: Camisetas.
Um estilo musical: Rock.
Um dia da semana: Terça - feira;
Um instrumento musical: Bateria;
Um lugar: Antiga casa que eu morava (em São Manuel);
Um livro: A distância entre nós - Thrity Umrigar;
Um prato: Franguinho;
Uma música: Por enquanto - Cássia Eller;
Um clima: Meio frio, meio calor;
Uma viagem: Hopi Hari;
Um calçado: All Star;
Uma pessoa: Clarice Lispector;

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Seeelos²!

Regras:

1- Exibir o selinho em seu blog;

2- Postar o link do blog que te indicou: Ganhei da Milla e da Juh Costa! Muuito obrigaada! *-*

3- Listar 5 desejos de consumo que te deixariam mais glamurosa:


-Autógrafo da Rowling (aliás, hoje, (ou ontem? estou postando às 23:59!) - 31/07 - é aniversario dela! Happy Birthday!);

-Rímel colorido (não acho por aqui, que drooga!);

-Uma biblioteca inteira (com mil livros fantásticos - e que eu tenha lido TODOS);

-Um vestido idêntico àquele azul da Hilarie Burton;

-Um celular novo;


4- Indicar 10 amigas 4 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas:


Brincando de verdade

Realidades Utópicas

Rainbow of Cherry

The ghost and the girl,



Ganhei da Viick, da Bia, da Juh Costa, valeeeu meninës!

1.Uma música mágica: Perfeição - Legião Urbana;

2.Um filme mágico: Tomates Verdes Fritos;

3.Uma viagem mágica: São Manuel, férias passadas *-*;

4.Maquiagem mágica: Lápis de olho e gloss;


Ganhei o selinho da Juh Costa, valeeu *-*

5 características minhas:

- Ansiosa;

- Estranha;

- Confusa;

- Boba;

- Esperta.



O que tem escrito no selinho: Este blog é como um bolo de copo, lindo e doce!

As Regrinhas são:

• Divulgue o link do blog que te indicou: A Juh Costa! Thaanks!
• Diga o seu doce predileto: Mousse de maracujá :9
• Diga sua música predileta: ixi, vou dizer alguma que gosto MUITO, mas não existe predileta. - All my loving - Beatles.


Ganhei esse selinho da Johana! Valeu! *-*


5 coisas que eu adoro fazer:

- Ler;

- Escrever;

- Falar (hahahaha);

- Mexer no computador;

- Sair.



AMORES! Todos os selos são indicados para aqueles que eu indiquei o primeiro; e para quem quiser pegar (é que acho tããão complicado ficar escolhendo, vocês não tem noção)!



(Aliás, eu prometi que iria postar quinta feira, mas na quinta - a noite, a tarde não entrei direito no computador - eu fiz uma operaçãozinha no estômago, - minhas ex-úlceras!- então só pude postar agora).


Beeijos!

terça-feira, 28 de julho de 2009

De você (ou não).

Eu não sei se já disse, mas esse clima noturno e fresco, com uma dúvida entre céu limpo e chuva, me faz sentir viva. Não, não é viver por apenas respirar, é viver de um modo que eu sei que há sangue correndo nas veias, há neurônios no cérebro e há sentimentos em algum lugar de mim (ou na minha pessoa como um todo, ainda não descobri). Há vida lá fora, há milhões de vidas no mundo, e isso me anima. Porque são nessas horas que eu descubro que eu não agüento mais ser o livro invisível e cheio de pó na sua prateleira, e que nosso tempo de convívio se esgota, como grãos de areia caindo rapidamente de uma ampulheta do século XVII. São nessas horas que eu me sinto no topo do mundo, olhando para todas as pessoas e totalmente liberta de você. Eu só preciso sair da sua estante, só preciso te tirar de dentro de mim. Como eu faço?

E eu cansei de você, e ao mesmo tempo não cansei. É estranho. E por favor, fazei com que ALGUÉM pare de falar que só faltam 4 meses para a formatura, isso significa muita coisa para mim, muito trabalho emocional que eu acho que sou suficientemente fraca para aguentar.

Agora está chovendo PEDRA! :O

domingo, 26 de julho de 2009

Saudades e alguma coisa além.

Acho que saudade é um sentimento mais repentino e estranho que o amor, e talvez nunca passe. Um dia qualquer, nos levantamos da cama e sentimos saudades daquele café vindo da cozinha, do antigo gato branco se espreguiçando do lado do seu tênis. Sente falta daquele pão que sua mãe fazia quando você tinha só cinco anos, sente falta daquela sua vontade de ir para a escolinha (e o medo de sair de casa), sente saudades da antiga calçada, do antigo motorista do ônibus (que talvez nunca tenham se falado, mas você queria muito olhar aquele rosto, só por olhar), sente falta dos antigos amiguinhos, que você não tem noticia há anos. Algum dia nós percebemos que saudade vem com uma antiga foto, um antigo desenho, tem cheiro de chuva e montanha para alguns, e sensação de uma tarde ensolarada na praia, para outros. Saudade dói porque é intocável, é urgente, é fogo e neve ao mesmo tempo. Saudades daquela sua avó que você vivia mordendo, daqueles periquitos australianos que você vivia implicando, saudades das antigas briguinhas bobas e dos problemas pequenos e resoluções fáceis. Às vezes, saudades vêm quando, no meio da calçada lotada, sentimos um perfume conhecido, mas os rostos ao redor são totalmente desconhecidos; saudade de um jeito antigo de pensar, ultrapassado de ser. Saudade da antiga casa, das antigas palavras, das velhas novidades; saudade de tudo que você chorou, de todas as coisas que você viu, e com todas as piadas que você riu. Saudade deve doer, principalmente, porque todos os momentos, todos os olhares, risadas, cheiros e cores, fizeram toda nossa vida, somos nós mesmos, um pedaço da nossa própria alma que já está fechada e arquivada. E, humanamente, nós tentamos com urgência abri-la.

P.S.: People! Eu ganhei selos LINDOS de um moonte de gente MARA³, não postei ainda porque alguma coisa está me deixando com super lotação de coisas, mas quinta já tá tudo postado e encaminhado, ok?! :*

sábado, 25 de julho de 2009

Poderosa e perigosa, Bones.





Tenho pensado muito sobre qual personagem seria, algumas vezes pensei em dizer sobre o House, em como a inteligência dele me deixa pasma, e em como me indentifico com a ironia e sarcasmo; outras vezes cheguei a pensar em falar sobre a Olivia Benson, no jeito que ela usa a emoção, mesmo na hora de ser racional. Há cada minuto eu sou algum personagem diferente, uma personalidade diferente.

Agora, qual personagem eu, definitivamente, seria?
Temperance Brennan, ou simplesmente Bones. Ela possui aquele jeito brilhante de pensar, diferente da maioria das pessoas, e ao mesmo tempo não sabe coisas que qualquer adolescente por aí saberia; atualizada e (meio) desinformada em tudo ao mesmo tempo. É a melhor antropóloga forense não só porque é a mais genial, ou a mais talentosa, mas porque realmente ama o que faz. Possui aquele jeito imprevisível, sempre quer ajudar as pessoas e não consegue demonstrar grandes sentimentos através de ações ou expressões, mas mesmo assim, tem paixão transbordando até no olhar e em gestos mais delicados; com aquele sorriso poderoso estampado no rosto, ela consegue ser muito mulher e muito garota quase ao mesmo tempo, não teve a adolescência mais badalada da escola, não é tão simpática e ama ser investigadora criminal mesmo não se dando muito bem com armas. O mais legal da Bones, é que de longe é talentosa e genial; de perto, desestruturada e toda cheia de defeitos. Assim como qualquer ser humano comum e incrível por si só, que eu me indentifico demais e admiro.
Pauta para o Tudo de Blog.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tudo de Blog <3



Ae! Saí na revista, liguei pra Ester, ela chorou, e eu realmente fiquei muuito feliz. *-*
E, obrigada por VOCÊS virem aqui lerem o blog, ok? Fico muuuito feliz! *-*
<3

sábado, 18 de julho de 2009

Calmaria, alma e chuva.

Lá fora a chuva cai. A televisão está ligada, o telefone mudo, e a voz da Celine Dion saindo pelo fone. Meu coração bate em um ritmo estranhamente normal, minha voz possui uma leve preguiça de sair, e o blog até agora não deu problema algum sobre "esta postagem contém problemas de html". Uma calmaria estranha. Acho que vou ali no quintal lavar a alma e pular nas pequenas poças, é o melhor.

Selos, oba!


















Pessoas!
Ganhei esses dois selos do blog Energia Simpatica. Muuito Obrigada!

Vamos às regras:
Postar cinco características minhas, cinco desejos me
us; e indicar para cinco blogs.

Características:

# Confusa;
# Amigável;
# Ansiosa;
# Destraída;
# Paradoxo.

Desejos:


# Publicar um livro;
# Conhecer a J.K. Rowling e abraçá-la;
# Ter um autógrafo da Mariska Hargitay;
# Ir para Edimburgo (Escócia);
# Fazer a diferença.

Blogs:

# The ghost and The girl;
# Segredos, cigarros e momentos;
# Rainbow of Cherry;
# Garota do Casaco Verde;
# Sabe de uma coisa?




Agora, esse selo eu ganhei da Milla! Muuito obrigada, viu?! (Eu ganhei faz tempo, mas só fiz o post agora, perdoa).

Regras:

1- Colocar seu prêmio no blog ou post;
2- Nomear no mínimo 10 blogs que demonstram amizade e/ou gratidão
.

Gente, eu demorei DUAS HORAS (sem brincadeira) pra colocar CINCO blogs, e eu escolhi justamente esses quesitos que pede aqui na regra, então, eu indicarei os mesmos dos outros selos (aí de cima) e serão somente cinco. Se outros cinco blogs quiserem também, podem pegar! *-*

terça-feira, 14 de julho de 2009

É sempre assim.

- Oi?
-...
- Ah! Foi bom ter falado contigo. Tchau.
-...

Droga, droga, droga! Deveria ter dito algo, mas os olhos me paralisaram, deveria ter puxado assunto, mas meus lábios não se mexiam, as suposições me atordoaram, a simples presença e o cabelo loiro balançando me deixaram com a perna bamba. E eu ainda pareço uma grossa, uma mudinha boba. É uma mudez física e um grito emocional. Acho que alguém jamais entenderá isso, essa mudez repentina.

(outro dia, depois de vezes ensaiando algo).

- Oi?
- Oi! Desculpe todas as outras vezes que não respondi, não é má educação, é uma espécie de mudez física quando o emocional grita muito e o coração bate forte demais...
- Ah, tudo bem...
- Acontece isso porque eu te amo. – alivio, era como se todo nó na garganta estivesse desatado.
-...

Merda, agora deixei a pessoa muda. É sempre assim, tão bobo e tão confuso.


P.S.: definitivamente, isso não é nada além de uma histórinha na minha cabeça. Eu teria coragem o suficiente com todos os outros, menos com você.

sábado, 11 de julho de 2009

O problema é que eu te amo.

"Não é porque tá muito frio, não é porque tá muito calor. O problema é que eu te amo."
Cássia Eller - Meu mundo ficaria completo (com você)


Acordei tarde, quase perdendo hora, levantei da cama correndo e torci o pé, fazendo com que eu batesse o rosto na quina da escrivaninha. Levantei e fui ver se havia machucado meu rosto, então fui tomar banho. O dia estava nublado e frio, e o chuveiro havia queimado assim que o liguei, a água saiu gelada, me fazendo tremer e quase ter um colapso cardíaco (a ponto de achar que iria morrer igual o Jack, do Titanic). Sai de casa ainda tremendo, tendo tomado café com sal (os potes eram tão iguais!), e com o dedo cortado (por ter aberto a lata de forma errada).
O dia estava um caos, perdi o ônibus, o clima mudou mais de três vezes e tirei zero na prova, e provavelmente posso repetir o ano.
E o meu problema?
O meu problema não é nada disso, não é o aquecimento global, o corte, o zero, o frio ou o calor. O meu problema é que cada vez que vejo seus olhos castanhos e meu coração dispara, chego a perder o ritmo da minha respiração e meus nervos ficam a flor da pele. Meu problema é que não posso dizer que te amo (em hipótese alguma!), e que eu tenho que agüentar firme as borboletas no meu estomago serem extremamente violentas. É que eu tenho que ter uma expressão calma, mesmo quando me sinto a beira de um abismo e sinto um enorme grito entalado no meu peito. É te ver toda semana e não poder nem roubar um beijo, e te olhar sorrindo, escondendo meus medos e sentimentos. É ser mais ansiosa, precipitada e frustrada do que eu já sou e ainda tentar ser legal com as pessoas. O problema é que cortar o dedo, torcer o pé e bater a cabeça dói, mas dor de amor é bem maior e invisível, e tenho que ficar quieta e suportar, mesmo com a maioria das pessoas menosprezando apenas porque é dor invisível.
O maior problema é que eu te amo, e isso é assustador.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sorte de hoje: Sorria. Isso basta.

Somente porque sempre tive facilidade com as palavras, achei que se expressar fosse fácil. Agora percebo que há sentimentos e momentos que nunca poderão ser expressos com algo além de um sorriso.
Sempre me perguntei o que iria falar se tivesse que me reconciliar com a minha melhor amiga. Se eu tivesse que desejar os pêsames para alguém. Se tivesse que suportar uma dor muito grande ou pedir desculpas por um grande erro. Quais palavras seriam as mais sinceras? Quais gestos seriam mais convincentes? Qual explicação eu deveria dar a fulano? E com quantos ‘obrigados’ poderia compensar aquele imenso favor?
Acho que além de mim, milhares e milhares de pessoas passam noites pensando sobre algum breve discurso particular; ficam com insônia, fazendo jogos de palavras e gestos, com o coração totalmente acelerado e os nervos a flor da pele. Milhares de escritores, palestrantes e pessoas que nasceram para escrever e demonstrar sentimentos ficam atordoados em situações onde nenhuma palavra se encaixa ou descreve o que se passa; há sentimentos que a maioria de nós sente alguma vez na vida e eles não estão presentes em dicionários, sites de pesquisas ou algo que nos ajude a definir ou explicar aquilo.
Então, em um ato impulsivo, nós nos esquecemos das palavras e sorrimos. E aí então percebemos que há textos fantásticos e palavras magníficas, mas nada está além de um sorriso, principalmente se for sincero.
Muitas vezes, nós jogamos muito com palavras (naturalmente) superficiais, e nos esquecemos que o melhor e mais puro não está em nenhuma delas, e sim no sorriso. Sorria, isso basta.

Para o Blorkutando.

domingo, 5 de julho de 2009

Sinceramente.

Desculpe, eu menti.
Menti quando disse que era melhor que você e que era o melhor para você, alias acho que não sou o melhor para ninguém.
Olhe para mim, tenho 1,45m e cabelos totalmente indomáveis; acordo de manhã com um olho arregalado e o outro minúsculo, isso quando um não resolve ser azul anil e o outro fica verde musgo. Eu tenho um problema neurológico que me faz tremer em situações nervosas e que necessita de grande coordenação motora, por conta das minhas duas paradas cardio-respiratorias (que faço questão de lembrar), e por falar nisso, ainda tenho gastrite e ulceras; e acho que sou levemente bipolar.
Eu não sei escrever coisas com grande sentido, não sei andar de bicicleta, falar inglês, desenhar, assobiar, fazer média com as pessoas, nem animar crianças, nem fazer bola de chiclete. Não sei dançar, levar o copo e o prato ao mesmo tempo e nem agir normalmente quando estou confusa. E antes que me esqueça, não sei amar pela metade, amo com atropelo e grande intensidade, porém comigo sempre tem um ‘talvez’ ou um ‘mas’ que atrapalha tudo.
Choro e dou risada quase ao mesmo tempo, tenho grande preguiça de trocar de roupa, esqueço piadas e localizações, vejo muita série policial e não tenho uma musica favorita. Não ouço Jonas Brothers ou Simple Plan, mas ouço The Beatles, Cássia Eller ou Cazuza. Sou inquieta demais, precipitada, ansiosa, extremamente espontânea e desassossegada; me mexo o tempo inteiro, falo quando devo ficar quieta e fico muda quando devo falar, faço quase tudo ao contrário, derrubo a maioria das coisas, vivo tropeçando e sou muito desafinada.
Sinceramente, há milhares de pessoas mais bonitas e perfeitas que eu, mas se você quiser, eu posso te dar o mundo inteiro, e mais um pedaço do meu (desastrado) universo.

domingo, 28 de junho de 2009

Obrigada, Ester.

"Agradecer de coração por você ser assim".


Eu tenho dificuldade de escrever sobre pessoas que tenho admiração e que são inesquecíveis, como minha antiga professora de português, que acabou de se aposentar. Lembro do primeiro dia que tive aula com ela, na 5ª série, ela mesma disse que aquele ano ficaria com a parte chata, gramática. Naquela hora eu achei que seria apenas uma professora com uma matéria chata. Só não sabia que ela seria a professora que me faria tanta diferença, me fazendo acreditar em mim mesma. Ela acreditava tanto no meu potencial e o medo de decepcioná-la era tão grande que eu fazia questão de tirar notas altas nas provas, acho que o que mais me marcou foi ela acreditar tanto em mim a ponto de dizer na frente da metade da escola (e do diretor!) que um dia eu iria para a Academia Brasileira de Letras. Todas as vezes que ela me mandou para fora da sala, chamou minha atenção e era brava, nada disso vai superar os olhares de orgulho, sua felicidade quando eu ganhei um concurso, a minha gratidão, a importância que deu quando soube que escrevo para o Tudo de Blog, o fato de eu achá-la o máximo e de saber que tive uma professora incrível. Porque eu realmente agradeço por ela ser assim, tão especial.


"Alcançar as estrelas não vai ser fácil, mas se eu te pedir, você me ensina como descobrir qual é o melhor caminho."

Nossa sala e ela, no dia da minha premiação (eu sou a menorzinha, loira... bem no meio). Ela disse que quando eu tiver uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ela iria se lembrar desse dia e ter muito orgulho. Vai ser difícil, mas se um dia chegar lá eu me lembrarei dela, e de toda ajuda que ela me deu.

Ela se aposentou há um tempo atrás, mas só deixou o trabalho sexta, e nos avisou na quinta. Está tudo muito recente e eu odeio despedidas (principalmente de pessoas que eu adoro demais), fizemos uma homenagem surpresa pra ela, foi show (e eu chorei, chorei abraçada com ela, chorei no palco, chorei no banheiro e tô chorando agora às 4:25 da madrugada)!


Esse texto PRECISA ser publicado, não por minha causa, mas por ela, é o minimo que posso fazer.

Pauta para o Tudo de Blog (revista).
Aviso: o texto pra pauta vai somente até a foto, o resto é o que eu quis dizer mesmo, livremente, aproveitei a pauta.

sábado, 13 de junho de 2009

Seu partido é um coração partido.

Era dia dos namorados e a garota andava pela rua despreocupada com todas as datas, horários e propagandas. Ela era pequena demais para ser tão desastrada, somente andava no lado negro da calçada e sempre tropeçava em qualquer coisa no chão, o vento batia sobre seus cachos soltos e o sol a obrigava a quase fechar os olhos, ela levava uma caixa de bombons em suas mãos.
Quem olhava pensava que a menina deveria ser um tipo complexo e com vários garotos a rodeando, mas a caixa de bombons demonstrava que devia haver um sortudo. Complexa ela era, e muito. Porém, ela era uma solteira feliz e convicta com seus 364 dias, às vezes 365, somente para ela, naquele dia se preocupava em cantar o ‘parabéns pra você’ para a amiga de infância do que sentir invejinha das pessoas com jantares especiais ou chocolates. A caixa de bombom era para guardar no armário e comer cada vez que ela olhava para o número daquela pessoa, e se segurasse para não ligar, nem se fosse para falar que foi engano; no fundo, ela nem tinha se dado conta que estava levando uma caixa de coração bem no dia dos namorados.
O corpo dela estava ali, mas seus devaneios a levavam para o seu próprio mundo, um lugar distante e impossível, cheio de duvidas e planos mirabolantes, que era todo feito por uma pessoa que nem fazia idéia de que a menina tinha um mundo. E então, para que um dia dos namorados se ela queria abraçar todo dia, beijar toda hora e ser feliz a cada segundo?
A garota riu de si mesma, coisa que ela não entendeu direito, mas sabia que a arte dela era complicar, ser solteira e ter um coração partido todos os dias do ano (e se não estivesse partido, estava extremamente revoltado) e isso ela nunca poderia negar.
Um latido de cachorro a fez despertar do seu mundo bagunçado, a fez perceber que era dia dos namorados e ela estava perdendo os filmes clichês que os canais faziam questão de passar. Apressou o passo, apertou a caixa de bombom para perto do seu peito e soltou um suspiro necessário para ela e incompreensível para o resto, tudo o que queria era arranjar um outro cupido e dar um jeito no seu coração o resto do ano, porque para ela era dia de ver o coração dos outros entrarem em colapso e não o dela. O que mais a frustrava era que no fundo ela queria um abraço bem apertado, mas vindo de apenas uma pessoa.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Manhêê, ganhei selo!


Hey pessoas! Bom, esse é o meu primeiro selo e eu amei!
Muito obrigada Johana.

Regras:

1º Deve exibir o selinho em seu blog
2º Postar o link do blog que te indicou
3º Listar cinco desejos de consumo que a deixariam mais glamurosa
4º Indicar 10 amigas glamourosas e avisa-las que foram escolhidas.

Desejos :

* Uma mochila xadrez/colorida;
* Um notebook;
* Uma passagem para Salvador (ida e volta, por favor);
* Todos CD's originais dos Beatles (cara, trágico! eu acabei de ver que o Help! - original - está riscado);
* Um playstation 2.

Blogs Glamourosos :

Bruna Bo.
Garota do Casaco Verde.
The Ghost and the girl,
Rosas Inglesas
Sabe de uma coisa?
Meio Bossa Nova e Rock'n Roll


Cara, isso é complicado... eu devo ter déficit pra atingir objetivos com minimos. sorry/
Faz assim: os quatro primeiros que comentarem e não estiverem aqui na lista, ganham o selo, okay?!

Beijõões.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Aquelas pessoas especiais.

Era um sábado, seis de junho. A festa junina da minha escola foi naquele mesmo dia, de noite. Foi por isso que acordei cedo, antes das 8h da manhã, para levar minha calça jeans para uma senhora conhecida fazer a barra. O tempo estava mais alegre, minha alma acordou cantando e o brilho no meu olhar foi inevitável; cheguei na casa daquela senhora e me deparei com um sorriso calmo me cumprimentando, me mandou entrar e arrumar a calça. Não sei se aquele dia eu estava me afeiçoando com muita facilidade pelas pessoas, ou se aquela mulher simpática que eu conheço há tempos tem algo de especial, mas eu me afeiçoei à ela, daquele jeito de comentar sobre o tempo e dizer que minha mãe tinha criado uma garota bem simpática; ela começou a dizer sobre costuras, sobre trabalho e a vida dela. Naquela hora eu percebi que não me importa quantas pessoas me façam mal, quantas briguem comigo ou me jogue para baixo, a vida tinha sentido justamente pelas pessoas como aquela mulher, que passam em nossas vidas por questão de meia hora, ou meia década, a importância involuntária que elas deixam é o que eterniza. O sorriso muda tudo, e a vontade de nunca abandonarmos as pessoas é fortíssima. É tão bom quando acordamos e vemos uma carta jogada na varanda, de alguém que não vemos há anos; encontrar amigos de infância, rir sem a menor preocupação. E quando saí da casa da mulher, com meu jeans pronto na sacola, ali no meio da rua eu percebi que coisas especiais não podem ser palpadas com a mão, nem são escritas e nem faladas, mas são sentidas e vistas pelo brilho do olhar; e senti uma imensa sensação de liberdade, sensação boa e segura, de que há um mundo lá fora, um mundo bom que basta apenas nós enxergarmos.

domingo, 7 de junho de 2009

Infinito em {des}concerto.

Estranho. É um infinito apenas meu, profundo, onde meus pés não alcançam e minha própria alma desconhece; onde contém confusões, gritos e trovões em um único coração, enquanto lá fora os outros sorriem e se encaixam em uma perfeita sincronia.
Aliás, você já se sentiu uma musica de terror num CD de musica alegre? Como se você estivesse lá, perdida no disco errado, assustada pelas musicas em volta estarem todas felizes, certas e em harmonia, só você estivesse na sintonia às avessas e não conseguisse sair dali?

domingo, 31 de maio de 2009

Não, obrigada!

Eu sei que o Robert é todo lindinho com aquele cabelo loiro arrumado e aqueles lábios avermelhados que 90% da população feminina pagaria para beijar, mas eu entro na raríssima faixa dos 10% de mulheres que não fazem questão alguma de beijá-lo, ainda mais pagando! Não é porque você é fã, louca por ele e rica que não vai parar pra pensar antes de ficar apostando com outra garota quem gasta mais em um beijo dele. Sei lá, mas acho que ele nem é a pessoa mais linda do mundo pra eu pagar uma boa quantia em um beijo, na verdade, a cara de boyzinho dele me causa as mesmas náuseas que a cara do Brad Pitt. Aliás, não entendo como as pessoas babam e soltam gritinhos efusivos pelos dois, mas tudo bem! Eu respeito, aliás solto gritinhos por outras pessoas (que nem se parecem com o vampiro).
Se vocês quiserem saber, eu beijaria o Rupert Grint, serve?

Pauta para o TDB (site): quanto vocês pagariam (ou não!) por um beijo do badalado vampiro?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sentimentos.

Uma louca descabelada por dentro, uma garota tranquila por fora. A Maria Rita em seu estado normal amaria a humanidade, ela mesma, pensaria em cada detalhe, entenderia cada ironia de um jeito rápido que somente ela faria. Minha respiração está normal enquanto meu coração está se debatendo, se arrebentando; uma vontade gigante de rir e de gritar, de chutar o planeta e te ver, de me render e me defender.
Sentimentos são tão mesquinhos e avassaladores como uma enchente, não dá espaço para o raciocínio, nem para a minha liberdade. Irritante, o que eles pensam que são? Os donos do mundo, fazendo meu coração passar por uma montanha russa? Isso é tão cruel, tão ridículo.
Eu me quero de volta, eu quero minha sanidade de volta, minha vidinha boba de volta. A pior coisa do mundo é seu corpo se passar por uma mãe e seu coração pelo filho faminto, ele chora, grita, quer, e você não tem nada para oferecer, tudo o que tem está tão longe, tão fora de alcance. E quem sente tudo é você, ele está encravado em você com todas as forças, suas lágrimas escorrem querendo ajudar, querendo alimentá-lo, mas é tão impossível. E o que fazer? Tacar-lhe uma pedra? Oras, isso é horrível! Qual monstro apedrejaria um filho faminto? Talvez um corpo sofrido.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fórmulas, apostilas e dúvidas.

Batons, e toalhas jogadas pelos cantos do quarto, o relógio do meu celular marca 6:00 AM e eu olho no espelho, vejo meu cabelo todo úmido e desgrenhado por ter ido dormir com a toalha enrolada nele, e meus olhos arregalados de forma extremamente involuntária com essa maldita inflamação tenho que sair sem meu sagrado lápis de olho. O problema não é esse, está frio demais lá fora e eu ainda não entendo porque eu vou à aula aprender o que é espelho côncavo ou convexo, ou então discutir sobre a regra de três para descobrir uma porcentagem de população indiana. Sei lá, eu olho para minha apostila geral na minha cama e penso por que nos tratam como robóticos tendo que copiar matérias que nunca usaremos e mesmo assim nossa vida escolar depende delas, enquanto sabemos calcular aquelas raízes quadradas horríveis (ok, eu não sei, porque sou péssima!), nós não sabemos a formula para a igualdade e o amor. Alias, muitos não sabem nem quem realmente são ou onde querem chegar, apenas tem preconceitos com os meninos analfabetos no farol, com os deficientes tentando subir calçadas. Se orgulham por ter boas notas ou usar as melhores maquiagens. E depois? E se tirarmos a casa imensa e a boa comida? Ou aquele celular ultima geração? E aquela apostila maldita que garante nosso presente e futuro? O que resta dessas pessoas? O que resta de todas as fórmulas necessárias para saber de tudo e ao mesmo tempo não saber nada? O lápis de olho continua intacto no guarda roupa, as toalhas jogadas, e o frio mortal ainda permanece lá fora, mas eu sei que as respostas na estão vagando por folhas encadernadas ou na popularidade. A resposta disso tudo está nas pessoas lá fora, no própria motivo para todas as perguntas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sexo, sexo e sexo!

Ah, sexo?!

Acabei de falar agora mesmo sobre isso.
Tudo começou quando tinha 5 anos de idade e eu e minha turminha do pré (precocidade?! imagina²!) viamos aquelas novelas mexicanas onde a mulher roubava o marido de outra e eles apareciam na cama abraçados e sem camisa ou até mesmo transando... Então aquilo era O assunto entre nós. Não me lembro de ter feito a clássica pergunta aos meus pais sobre o que era sexo ou como os bebês nasciam, sempre fui do tipinho que descobre tudo sozinha, e sempre via jornais dizendo sobre partos, novelas e tudo mais do lado deles, e sempre conversamos com naturalidade sobre o assunto.
Só fui ter um pouco de vergonha de falar sobre beijo, namoro e sexo depois que mudei de ambiente, cidade e pessoas ao redor, então não falava muito sobre essas coisas porque nem sabia direito o que a maioria achava sobre isso e mesmo assim falava vezes ou outras, mas prefiria muito mais ouvir sobre sexo do que falar. Daí veio o quarta série, o capitulo-mais-que-esperado-da-apostila sobre relações sexuais e então percebemos que sexo é uma coisa bem normalzinha e que não precisamos ter vergonha de falar.
Hoje em dia todo assunto é sexo, na aula de quimica, matemática, ed. fisica, fisioterapia... todos os acasos (planejados ou nao) levam à sexo, sexo e sexo.
Afinal, quando não há nada para falar ou fazer (mesmoquetenha), vamos falar de sexo, oras! A gente ainda tem todo esse tabu de falar baixo ou ficar quietos quando alguém passa porque acho que as pessoas ainda não se acostumaram com o fato de que falar sobre sexo não é nenhuma besteira, nem sacanagem. Aliás, acho que temos tanta curiosidade de falar sobre sexo justamente porque muitas pessoas reprimem tudo o que tem a ver com o assunto.

Pauta para o Tudo de Blog.

P.S.: Amanhããã Hopi Hari! Gente, terça feira eu fui premiada por ter sido a 3º colocada em nível estadual (Estado de SP inteeeeeeiro) no concurso de redação dos Correios, a sessão solene durou uma hora (ou mais), com 150 alunos assistindo (8º e 9º anos) e todo mundo gritando meu nome. Fui homenageada pela professora, diretor, diretor de vendas dos Correios, tive que ler minha redação. Aaah! Tinha TANTA gente importante lá! Sai na televisão (foi algo de 4 minutos!), em todos jornais da cidade e tudo maais²!

domingo, 10 de maio de 2009

Amor?

“Será que um dia amo alguém que me ame? Será que vou me casar e ser feliz? Será que o horóscopo é tão idiota quanto eu penso? Será que existem potes de ouro ao fim do arco-íris? Será que a 3ª lei de Newton funciona apenas para objetos (e não para amores)? Será que os filósofos descobrem tudo? E as cartomantes? Será que um dia vou deixar de ter duvidas?”
Ela era somente uma garotinha confusa demais, desligada, agitada, indecisa, muito pequena para possuir duvidas tão grandes. Essa garota não sabia de tudo, mas não desconhecia o mundo inteiro, ela apenas se incomodava por não saber se amor recíproco existia, se iria acontecer com ela ou algo parecido, pois para ela era impossível, seria sorte demais alguém olhar para ela igual ela olha para esse alguém. Era distante e estúpido demais acreditar nisso, era o mesmo que acreditar que havia potes de ouro no fim de cada arco íris, e que as cartomantes estavam certas quando disseram das linhas sobre as mãos dela. Então algo inesperado aconteceu, o amor recíproco aconteceu exatamente com ela, e foi algo estranho, ela era confusa demais para isso, problemática demais e indecisa demais, e ao mesmo tempo sabia ser fofa e tudo o mais, e a hora que a ficha dela caiu, ela não acreditou em cosmos, cartomantes ou potes de ouro no final, mas acreditou no amor, isso a fazia dar valor a todas essas coisas juntas.Estranho e bobo demais para ela. Será que ela não exagera em nada? Afinal, o amor é algo tão estranho assim?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O melhor.

“O melhor ainda não foi escrito, o melhor está nas entrelinhas.”
Clarice Lispector.

Se você achar por aí um barril de lágrimas com o meu endereço, por favor, não me entregue, nem se você achar um saquinho cheio de vidros e ferrões, eu com certeza não vou fazer questão de recebê-lo de volta. Na verdade, fui eu mesmo que joguei tudo isso para bem longe.
Hoje eu me acertei com uma amiga que fiquei dias e dias sem nem olhar na cara, nem sei se foi mal entendido ou não, mas apenas sei que foi como se algo sobrenatural fizesse com que tudo girasse e colocasse tudo no lugar, mas digamos que na minha vidinha nem tudo está no lugar, nem sei se quero que esteja. Na hora do recreio senti o abraço mais impulsivo que pode haver no mundo, foi o melhor sentimento já sentido, felicidade, saudade verdadeira; foi como se algo nos empurrasse uma à outra e o abraço longo e demorado fosse inevitável.
Eu nem sei se vou conseguir escrever sobre o abraço ou não, só sei que a única coisa que nós conseguimos dizer sobre tudo foi: “não diga nada”. E foi ela quem disse. Hoje aprendi algo que deveria saber, às vezes as palavras atrapalham um pouco, porque elas são pequenas demais para demonstrar o melhor de tudo, o melhor está no sentimento, naquela mudança de cor sobre o mundo, os olhos brilhando e a alma leve, o melhor de todas as coisas jamais poderá ser descrito. Sim, o melhor.



P.S.: PESSOAS AMADAS!
Eu realmente ando com idéias legais para escrever, mas me falta tempo². Maio é um mês muito corrido e esse ano está ainda mais, primeiro porque ando com eventos a mais, e segundo que minha vida está como uma montanha russa, entao desculpem o atraso da postagem. Beijos!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Um viva aos estranhos!













Raiva, raiva de tudo ao mesmo tempo Raiva pelas pessoas serem mesquinhas o suficiente por excluírem os outros apenas porque os outros são diferentes. Raiva pela sociedade dividir as pessoas. Raiva por pensarem em diferença, afinal, não somos todos pessoas? “O que não é comum é ridículo”. O que é comum para mim não é comum para você, então o que é comum? Ando achando que comum é exclusão, preconceito, fofoca. E se isso é comum, eu tenho o maior orgulho de ser incomum. Meu maior orgulho é saber quem são Beatles, Mafalda e Lispector; ver SVU e One Tree Hill, enquanto aquela menina da outra sala não sabe nada disso, chega a achar que Beatles é uma novidade, e ainda é totalmente normal e aceita. Então, um salve aos estranhos e anormais, eles não perdem tempo com bobeiras tipo popularidade ou fofoquinhas, aceitam tudo. E mesmo assim são discriminados, excluídos e mal encarados.
Hoje percebi que a única pessoa no mundo que eu pensava que iria rir da minha cara, me xingar ou me chutar, é uma das únicas que estão ao meu lado; enquanto tanta gente que eu achava que eram minhas amigas me chamavam de estranha por trás e me excluíram de uma forma tão estúpida.
Ninguém entende que tudo que as pessoas mais querem são ser elas mesmas, sem ter que seguir os outros ou abaixar a cabeça, e como uma pessoa qualquer, eu somente quero que aceitem minha estranheza, até eu que me aceitar!
O estranho que elas agem como se a atitude delas fossem me calar a boca, ou me mudar, mas, coitadas, estão tão enganadas quanto a mim! Quanto mais elas relutam, mais eu luto para ser bem do jeito que eu sou, teimosa o suficiente para não aceitar a maioria ou o que é comum.
Deixe as pessoas serem do jeito delas, deixem as pessoas xingar, gritar e chorar, talvez é tudo o que elas precisem. Me obrigar a ser comum não adiantará nada. Então, por favor: antes de excluírem, pensem; antes de fofocar da estranheza alheia, calem a boca, isso pode magoar, e muito.

domingo, 19 de abril de 2009

Como um musical dos anos 30.

Quando eu acordar com 30 anos e não lembrar de boa parte da minha vida, quero que uma pessoa incrível esteja ao meu lado, me acalme, ligue a TV e eu veja toda minha vida como um musical dos anos 30. Quero ver quando aos 16 anos eu estudei sem parar até que aos 17 eu tenha entrado numa ótima faculdade de Direito. E quando aos 20 anos, eu viajei para Londres e conheci a J.K. Rowling, e deve ser por isso que eu acordei vendo o autógrafo dela pendurado na parede do meu quarto. Aos 25 anos eu quero me ver entrando em um Tribunal e vencendo um caso, e aos 26 eu quero viver com o amor da minha vida. E aos 28 anos eu resolva ter filhos, e aos 29 os gêmeos já estejam em casa. Até que não dê tempo de chegar ao finalzinho do musical, porque eu já vou ter 30 anos e os bebês estarão chorando, e tenha que ir ao trabalho, então eu repare que eu posso não ter tido a trilha sonora que mais quis, ou posso não ter aquele quarto legal que sempre quis, posso abrir o guarda roupa e pensar: “Nossa! Em uma única noite eu mudei até meu gosto!”. Mas, espero estar cheia de amigos legais e com alguns dos meus amigos de hoje em dia também, e que quando eu acabar de ver esse musical, eu vou olhar pra pessoa que está do meu lado e pensar: “Uau! Me superei!”.

Pauta para o Tudo de Blog: O que você faria se acordasse e já estivesse com 30 anos?

sábado, 18 de abril de 2009

Motivos para voltar.


Senhor do tempo, estou te escrevendo porque soube que o senhor abriu um concurso para uma pessoa viajar na sua máquina do tempo, que há muitas décadas ninguém entrava; e temos que te dar todos os motivos para querer isso. Não sei se os meus motivos são ótimos ou melhores que de todos os outros, mas voltar no tempo é tudo o que sempre quis. Eu apenas quero começar do começo tudo outra vez, quero voltar quando tinha cinco anos de idade e largar todos simulados e provas por aulas vagas, brincando de casinha ou no parquinho, quero poder correr atrás do carro que levou quem eu mais me importava, lembro que aquela vez eu fiquei parada, chorando. Quero voltar e aceitar as coisas como elas são, não ficar brigando com todos ou fazendo greve de fome, eu quero uma oportunidade para mostrar que sou mais legal do que as pessoas pensam. Voltar é tão urgente para mim, que se eu não fizer isso, eu não vou ser bebê a tempo para poder chorar no colo da minha mãe ou me jogar no chão quando eu ouvir a minha média de exatas a semana que vem. Ou ser feliz tudo de novo. Isso! O que eu quero mesmo é ser feliz tudo de novo! Então, Senhor do Tempo, pensa com carinho no meu caso, ok?

Pauta para o Tudo de Blog: O que você faria se pudesse voltar ao passado?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Interrompemos nossa programação local para:

fazer uma propaganda do blog genial² de um dos meus melhores amigos que eu adoro³ de paixão, o Rodrigo.
Na verdade, é um videoblog, tem videos que ele mesmo faz e posta no YouTube, bom então vamos ao link:


http://alovideo.zip.net/


Agora, entrem, comentem, e sejam felizes!


P.S.: Te adoro, Rodrigo Gimenez!

sábado, 11 de abril de 2009

Eu ainda vou viajar.

A maioria das pessoas apenas sabe dizer, dizer e dizer como se a opinião deles fizesse de mim uma pessoa, nunca querem ouvir o que tenho para falar e se ouvem, me acham estranha.
Então estou louca para deixar meus bens mais valiosos com o meu cachorro (mesmo que eu não tenha cachorro, deixo com o da vizinha) e ir viajar, apenas levar um livro e um papel com caneta, ir com a roupa que estou no corpo e só. Quero ir para a África, Europa, Oceania, quero entrar num barco rumo à Antártida e por ali ficar.
Vejo no seu subnick frases de felicidade por ter visto uma pessoa que nem te dá bola e eu aqui toda boba por você, e você sabe disso; me dá esperanças, e palavras fofas, mas no fundo eu nunca sei o que se passa. Toda vez que vejo você pensando em outra, fico louca de ciúmes e quero me matar por ser tão idiota, já pensei em agulhas e gás do meu fogão. Vou até ali pegar o fósforo e a tesoura, mas percebo que não quero parar num caixão, prefiro sofrer e tentar te ter, ou fugir em um avião.
Daí em um ato desesperado, puxo a tomada do meu computador e vou para o quarto, e ao invés de tudo sumir, parece que tudo vem à tona: o bebê da casa da frente grita e chora, o cachorros da vizinha latem, o bêbado passa cantando musicas de fossa, e minha mãe bate na porta.
Então religo o computador, entro no MSN e falo com você, falo com raiva de tudo ao mesmo tempo, mas falo; tenho crise de desamor, parece que sou uma mentira e sempre fui, e para aumentar mais a minha raiva, eu somente me sinto sincera quando digo que te amo, mas eu não quero dizer, talvez eu fale demais, sim. Talvez. Passo a noite toda acordada para de manhã dormir e de manhã levantar cheia de sono e um caco por causa da minha raiva do dia anterior, não quero falar com ninguém, é meio desprezo, meio ignorância, meio uma barreira de proteção para não chorar, e ninguém entende. Chego na escola e ouço minha amiga falar que estou estranha e horrível, a professora não se importa com o meu estado e aplica uma prova, eu respiro ofegante, com uma vontade louca de não respirar e você respira tranqüilo, com uma vontade louca de viver.
Penso novamente na tesoura, no gás, na agulha, no fósforo e na bebida, tudo o que tenho direito, não digo nada para ninguém me dizer nada, então volto para o computador, olho o seu nome na minha lista de contatos e quero desligar tudo, deletar o seu contato, a minha conta, e desligar o computador, é inútil, onde eu olho eu vejo você, penso em você e respiro você. Então, esqueço o caixão e ainda vou viajar, pena que sempre te levarei no coração.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Enquanto isso,

eu não sei o que está acontecendo no mundo lá fora. Apenas sei que daria tudo para saber o que realmente passa dentro do seu coração.

domingo, 5 de abril de 2009

Para os dois lados da mesma moeda.

Ah, garota! Eu sei que você quer arrebentar a cara da sua professora, e não adianta pedir desculpas ou mandar você não fazer isso, então vá em frente! E a sua professora, o que fez? Eu tenho idéia do que ela fez, te xingou, humilhou e ainda quebrou o seu dedo na frente de todos porque você gritou e reclamou. Agora a briga entre vocês está formada, e você não vai deixar barato, talvez nem ela vá. Mas se eu pudesse ter uma conversa com vocês duas juntas, vocês me deixariam fazer algumas perguntas? O que vocês pensam quando ligam a TV e assistem a esse tipo de agressão? Vocês acham certo maltratarem uns aos outros em plena escola? Entendem o que é ‘escola’? Conhecem a palavra ‘respeito’? Vocês andam perdendo a paciência com muita facilidade, agridem como se nenhum professor tivesse tido uma nota contestada ou como se nenhum aluno jamais tivesse sido mandado para fora. Por que você não contesta sua professora com atitudes melhores além de agressões? E a sua professora, será que faz isso com o próprio filho? Para não sair irritado, nervoso ou machucado basta saber o que é respeitar opiniões, pois vocês são lados opostos de uma mesma moeda, raramente estarão lado a lado.

Pauta para o Tudo de Blog. - Mais respeito aos professores?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dumb is my hero.

Eu não tenho muitos heróis, até hoje de manhã eu achava que não tinha nenhum. Estava aqui pensando: como que uma pessoa pode ser tão demente a ponto de não ter um único herói e ainda achar que é normal ou coisa parecida? Então decidi rever minha vida até aqui. Prestei atenção e até certa idade eu não acreditava que magia existisse, achava isso bobo, sei lá; e por incrível que pareça, atualmente eu acredito em magia bem mais do que acredito em várias coisas, não digo de gnomos pulando de um latão de lixo e sendo feliz com ‘Abra Kadabra’ ou coisa parecida. É uma magia mais fantástica e alcançável, daquelas que o verdadeiro amor pode curar tudo, que o sorriso é a linguagem universal (não importa as diferenças), que todos nossos sonhos podem acontecer e que a ignorância e o abandono podem causar mais danos do que qualquer outra coisa, por isso devemos ser leais. E isso eu não aprendi em escola, na rua ou com os pais, aprendi lendo páginas e páginas de Harry Potter. Aprendi muito mais com o que Alvo Dumbledore dizia e pensava do que com os livros de filosofia. Toda vez que tenho medo ou solidão eu penso no que ele ensinava aos alunos. Pois não precisamos ter uma varinha, a magia está dentro de nós mesmos, e podemos encontrar a felicidade nas horas mais sombrias, basta lembrar de acender a luz. É como se ele, mesmo sendo personagem, pudesse viver em algum lugar não muito longe de mim.
E sabe de uma coisa? Hoje tive certeza que não sou tão anti-heróica como eu achava, se herói tem a capacidade de dar coragem até nas horas mais difíceis e sempre ser um amigo que pode caber logo ali, na prateleira, então Dumbledore é meu herói.

Pauta para o Tudo de Blog: Quem é seu heroi? E por quê? Eles existem?

terça-feira, 31 de março de 2009

Quero saber.

Há coisas que eu queria saber na minha vida, são muitas, e muito complicadas. Eu não quero saber o dobro da raiz quadrada de “x”, a origem das palavras, ou o motivo da crise econômica, isso enrola meus neurônios e me deixa mais confusa do que eu já sou.
Quero saber o que as pessoas pensam quando estão cometendo um crime, com que coragem elas tem para tirar a vida do outro sem, ao menos, ter direito. Quero saber como que uma pessoa tem total capacidade de ser feliz na frente das câmeras e por trás ser um caos, como que alguém consegue viver cercada de mentiras e falsidades infames. Como que uma mãe pode chutar o filho para fora porque ele é gay ou não olhar na cara dele porque mudou de religião. Eles matam inocentes por causa de diferenças culturais, políticas ou religiosas e é considerado guerra e não homicidio em massa, quem comandou tudo isso vira herói com um sorriso estampado, isso não é um absurdo? O que leva as pessoas se sentirem evoluídas, mas internamente são tão mesquinhas e deploráveis?
Um, dois, três... Por que não inventam alguma máquina que em três segundos nossa única duvida seja de qual cor do canudinho nós escolheremos?

sexta-feira, 27 de março de 2009

70 coisas que você ainda não sabe (sobre mim):

Resolvi fazer uma lista de 70 coisas que vocês não sabem sobre mim, e que realmente não sei se vai mudar as suas vidas; mas vou escrever mesmo assim:



  1. Meu terceiro nome é Cássia com acento no primeiro a, mas ninguém acerta colocar;
  2. Eu nasci sem a ligação do esofago com o estomago;
  3. Por causa do item 2, eu fiquei 19 dias na UTI;
  4. Sofri duas paradas cardio-respiratórias;
  5. Até hoje eu juro que lembro de quando estava internada (e minhas tias confirmam a cena);
  6. Entrei na escola com 2 anos de idade;
  7. Aprendi a falar com 1 ano e meio, desde então é dificil eu parar;
  8. Quando era criancinha eu queria ser identica a Hebe quando crescesse;
  9. Já quis ser vulcanóloga;
  10. Mas antes eu queria ser massagista;
  11. Já comecei uns vinte livros, me dá preguiça de continuar quando chega no 3º capitulo;
  12. Não me acostumei com as novas regras gramaticais;
  13. Eu sou uma pessoa realmente preguiçosa;
  14. Adoro ser ironica;
  15. Também sou sarcástica;
  16. Sou cara de pau demais³;
  17. Tenho 1,40m
  18. Eu me perco com muita facilidade;
  19. Mudo de idéia extremamente rápido;
  20. Acho que o filme mais genial que já vi foi Close;
  21. Me vicio em séries policiais com muita facilidade;
  22. O item acima não quer dizer que eu me simpatize com CSI;
  23. Eu detesto Gossip Girl;
  24. Servindo de explicação ao item acima: eu não suporto stress da alta sociedade;
  25. Sou desafinada;
  26. Nem sei desenhar direito, mas eu adoro;
  27. Meu sonho é viajar para o Reino Unido;
  28. Até os 10 anos, era obssecada pela Índia;
  29. Ao contrário do que pensam, minha matéria favorita não é português;
  30. Não gosto muito de redação também, morro de preguiça de pegar na caneta;
  31. Amo geografia, independente do professor;
  32. Citei o professor no item acima, pois tinha uma hiper queda pelo meu antigo;
  33. Todas minhas bolsas/mochilas são vermelhas;
  34. Mesmo assim não tenho uma única roupa vermelha;
  35. Não tenho paciência para quase nada;
  36. Sou um verdadeiro caos em exatas;
  37. Tenho extremo medo do amor;
  38. Sou sarcástica porque minha vida vive rindo da minha pessoa;
  39. Eu tenho pavor de cachorro;
  40. Depois que soube que gatos são carnívoros, eu não confio neles;
  41. Tive quatro piriquitos australianos;
  42. Os dois primeiros se chamavam Zuzu e João e eram azul e verde;
  43. Quandos eles foram roubados, demorei quase uma semana para perceber;
  44. Os outros dois últimos se chamavam Zuzu e João e eram azul e verde;
  45. Os itens 42 e 44 mostram como eu sou uma criatura imensamente criativa;
  46. O item 43 demonstra como eu sou atenta, observadora e não vivia sem meus animaizinhos (irônia pura);
  47. Até agora não sei qual é minha comida preferida, acho que é frango;
  48. Só como 3 tipos de queijo sem fazer muita frescura: mussarela, parmesão, provolone;
  49. Não durmo quando tenho sono, sempre enrolo;
  50. Realmente não vivo sem tomar banho;
  51. O nome que mais me pesa é Rita, ele faz total diferença e eu o adoro;
  52. Se nada der certo na minha vida, acho que volto a morar com meus pais;
  53. Antes de nada der certo, eu tenho até o plano AZ;
  54. Até hoje eu penso um pouco antes de responder o que é direita e o que é esquerda;
  55. A única série que tenho paciencia de ver até o fim, e não é policial, se chama One Tree Hill;
  56. Não consigo seguir ordem de raciocinio e nem cronologia, falo e penso o que vem fluindo nos neurônios;
  57. É incrível a capacidade que as professoras de quimica/fisica tem pra me achar safadinha logo de cara;
  58. Eu sou a única que não obedece o mapa de classe e nenhum professor fala nada.
  59. Já escrevi um conto dramático de 6 folhas;
  60. Queria ter nascido na Era das grandes Revoluções;
  61. Passo 99,9% do tempo da aula rabiscando algo, só assim eu absorvo algo;
  62. Meu desenho favorito era Pokémon.
  63. Não sou apegada ao meu cabelo (isso não é ironia);
  64. Meu sorvete favorito é crocante;
  65. Sou viciada em sorvete, qualquer um;
  66. Uso manteiga de cacau apenas por usar;
  67. Os palhaços me obrigavam a brincar nas festas até o ano retrasasado, diziam que tinha uns 8 anos;
  68. Sempre acabo falando o que não deve;
  69. Não tenho muita noção das coisas;
  70. Quando for velhinha, quero ler essa lista e então refazê-la.

P.S.: A Isadora que postou para mim o post: "Copiando as cópias" devido a problemas do Blogspot com o meu pc naquele dia, muito obrigada Isa!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Copiando as cópias.

Olho ao redor de mim, e vejo aquela minha amiga que antes tinha cabelo rosa e agora virou azul, simplesmente por causa da Mari Moon, e sei que essa menina sempre consegue ser bem diferente dos outros; meu primo, aquele que vive calado e todos chamam de ‘estranho’ ou ‘ET’, quer ser uma cópia perfeita do Ayrton Senna; meu amigo ultimamente está fingindo gostar de pagode e imitando um garoto lindíssimo lá do colégio para se aproximar de uma garota, e o acho muito mais divertido sendo ele mesmo. Então me olho no espelho, vejo esse vestido listrado que estou agora, e acho que ele não estaria em mim se não me fizesse lembrar de um vestido super descolado que vi numa garota alguma vez, na sexta série me lembro de sempre dizer que era fã de certas bandas que eu nem ouvia com freqüência, e ando abusando do meu cabelo louro cacheado por causa da Peyton Sawyer de One Tree Hill. Porém, sempre vejo textos fantásticos em blogs hiper originais e não consigo encaixar nas minhas palavras e conceitos,ou então, cair na onda de alisar o cabelo e torná-lo moreno.
Sinceramente, não ando achando muita graça em imitar os outros, ultimamente estou parando pra pensar o quanto eu detesto ver algo que escrevo ser copiado sem créditos, ou uma roupa que adoro usar, ser usada por outra pessoa que nem conheço, ou gosto. Acho muito mais original tentar ser diferente, sabe, igual aquelas carinhas numa propaganda de carros, que todas eram azuis e somente uma era rosa; pelo menos, depois que adotei esse método, as pessoas estão me achando mais interessante, ou não.
O fato é que penso que ninguém nasce realmente original e morre totalmente cópia, durante esse período chamado vida, temos vontade de entrar em grupos, e vários receios também, isso nos leva a querer ser parecido com o fulano ali da novela, ter o cabelo lindo igual aquela modelo, e escrever tão bem quanto a J.K. Rowling (mesmo achando isso difícil, quase impossível), e isso é normal e até mesmo bem legal, mas nunca conseguimos morrer totalmente cópias e é realmente impossível morrermos realmente originais, afinal, qual pessoa nunca colocou o sobrenome de um famoso em um cadastro, e nunca foi imitado por alguém que queria ter teu nome? E, cada vez que queremos ser igual, ou querem ser iguais a nós, o mundo vira um enorme xérox falhado, pois sempre copiamos as cópias de alguém, isso é inevitável.







Texto para o Tudo de Blog. "Nascemos originais, morremos cópias"

quinta-feira, 12 de março de 2009

Por toda estranheza do meu ser.

Era uma noite chuvosa e muito fria, minha mãe diz que estava quente no quarto de hospital, mas lá fora o vendo intercalava entre uivos medonhos com um frio romântico. Foi nesse clima que eu nasci, justamente neste clima, e isso me faz indagar se nossa personalidade não está envolvida com a temperatura que o mundo nos acolheu e nos envolveu assim que demos a cara por aqui. É tão confuso, estava hoje mesmo analisando, tenho uma prima que nasceu em um dia normal, e ela é tão amena que me assusta tamanha passividade.

Comigo nasceu um bando de estranhos que habitam em mim. Consigo ser, por incrível que pareça, tão dócil e ao mesmo tempo tão fria que não tem outra palavra que chegue tão próximo de mim quanto a confusão. Não defino minha identidade, e muito menos meu jeito de ser. Sou complexa, e isso me basta. Sou fria quando não devo ser, e risonha quando, também, não devo ser. Dias atrás, eu obtinha um buraco profundo no coração, e isso me fazia tão bem, era calmo aquilo tudo, e eu me considero uma daquelas tempestades que vem depois de muito calor e sol, qualquer ausência de calmaria na alma ativa meu jeito todo precipitado, ansioso e confuso de ser, e de amar. O fato é que, além do meu ‘eu’ ser tão estranho para todos os meus outros ‘eus’, eu sou emocionalmente imprevisível, e tenho um medo terrível do amor. Ele me assusta, é o único sentimento que me faz sentir pior comigo mesma, pois a única coisa que me faz ser boa, é acreditar que eu vim de um lugar sublime, em alto, igual a uma chuva devastadora; então, qual direito eu tenho de amar, se sou tão imprevisível, a ponto de ser, aparentemente, tão fria, e por dentro, o calor que me habita, me machuca e me queima aos poucos, e de uma hora para outra, tudo se reverte, e não consigo evitar um jeito tão romântico, e ao mesmo tempo com trovões e relâmpagos demonstrando toda minha angustia, ansiedade ou sei lá o que, e depois, volto a ser fria novamente?

Gosto de falar que não presto, mas na verdade, faço apenas para não assustar as pessoas com tamanha estranheza e complexidade, que modéstia a parte, assusta até à mim, e tenho culpa? Não sei.

Só sei que entre todas as coisas que ignoro, a minha preferida é não saber como acabou aquela tempestade da noite onde uma grande confusão pessoal nasceu em forma de pessoa.

terça-feira, 10 de março de 2009

Não fale nada, please.

Era uma vez uma garota muito marota. Ela gostava de uma pessoa, e não assumia isso, pois estava com muito medo de contar tudo de uma vez só e perder a amizade. Ela sempre pensou que todos deveriamos assumir os nossos sentimentos, mas é que nesse caso, ela seria muito besta de acabar com tanta amizade, risos e confianças de uma forma tão desesperada. Além do mais, a pobre menina não tinha muita chance, pois a pessoa em questão tinha um rolo com outra e isso era tão confuso e mal para ela! Essa garota, que jamais teve vergonha de se assumir, teve que aprender a ficar bem quieta, mas ela não conseguia muito bem, sempre estava lá, jogando indiretas extremamente atrevidas para a pessoa perceber o amor que ela sentia. Mas, o que ela realmente queria, era liberar todo o sentimento, assumir sem medo o que ela realmente queria. A garota ainda não melhorou de todo esse medo e sentimento, mas pelo menos ela quer muito continuar com a amizade dessa pessoa, então ela está tentando ao máximo nem assumir nada. E é dificil, pois para Maria Rita, assumir as coisas é o que há. Sim, essa sou eu, muito prazer.


A sugestão (para o texto) foi de Mari Sávio, do http://the-nutcracker.blogspot.com. Seguinte: todo dia sai na mídia os encontros "às escuras" de Madonna e Jesus Luz. Eles não assumem o namoro, mas também não negam! A pratica, aliás, é comum entre as celebridades: muitos não assumem publicamente seus relacionamentos e vão burlando a mídia o máximo que puder.
E vocês? Já passaram por uma relação "não - assumida"? Já tiveram que namorar escondido ou manter o(a) paquera na surdina por alguma razão? O que leva alguém a não revelar publicamente seu par? Vergonha, medo, traição? Isso também rola com amizades? Alguém já teve que omitir ser amigo de alguém publicamente? Por quê?


Pauta para o site http://capricho.abril.com.br/blogs/tudodeblog/

P.S.: gente, esqueci como põe link bonitinho, perdoa!
P.S.: resolvi ser sincera ultimamente, abrir tudo. Menos, é claro, pra pessoa!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Declaração subentendida.

Oi, meu nome é confusão. É um prazer saber que você está me lendo, então, serei sincera: não gosto de coisas comuns e não sou normal. O sentimento que mais utilizo é o amor, Marisa Monte diz que ele é feio, mas acho tão divertido, faz as pessoas se sentirem confusas, e há coisa mais divertida do que eu, a confusão? Hehe. Acho que não.
No momento estou possuindo a Maria Rita, que está escrevendo, ela está gostando de alguém, e tem certeza que isso não vai dar certo. Estou me divertindo muito com ela. Ela é super confusa, sabe? E quando eu violo todas as leis que ela impõe para não gostar das pessoas, ela fica totalmente perdida e odeia isso, mas quem se importa? Eu não.
Quando ela diz que é fria e sem sentimento, ela mente, não quer parecer indefesa, na verdade, ela é apenas estranha e ocupa muito tempo se confundindo, mas acho que não é fria, muito menos incessível.
Eu sei que quando eu dizer isso, ela vai me odiar. Mas, se você for a pessoa que ela quer tanto no momento, saiba que ela está louca para te dizer “Eu te amo”, mas ela tem medo de perder a amizade.

domingo, 8 de março de 2009

Ao ponto.

Cheguei a ponto de colocar nome errado no espaço reservado pro nome na prova, cheguei a ponto de esquecer o controle remoto na geladeira e nem ir buscar de volta, cheguei a ponto de não reconhecer minha mãe, cheguei a ponto de defender tudo de mal no mundo. Chegaram a ponto de homem matar homem, chegaram a ponto de esquecerem que há pessoas doentes nos hospitais, chegaram a ponto de descobrir um crime e não condenar, chegaram a ponto de descobrir um avanço tecnológico e não usá-lo por causa da oposição bitolada. Cheguei a ponto de não saber mais do que gosto, de quem gosto, cheguei a ponto de chorar sem motivo, cheguei a ponto de esquecer tudo o que me fazem de mal. Chegaram a ponto de esquecer quem são e destruírem a si próprios, chegaram a ponto de confundirem ódio e amor; chegaram a ponto fazer acordos com inimigos. Cheguei a ponto de querer esquecer tudo de ruim e ter certeza que te amo, para depois berrar para todo o mundo que te quero, mas a única realidade é que não posso, e mesmo se pudesse, não te teria. Chegaram a ponto de esquecerem as diferenças culturais, as guerras e rancores, então serem amigos ou amantes, mesmo sabendo que isso colocaria a própria vida em jogo. Cheguei ao ponto. Chegaram ao ponto. Chegamos ao ponto. Ao ponto.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Verdades anonimas, ou não.

Mesmo se eu apenas tivesse cara de santa, mas não fosse isso nem aqui nem na China, eu nunca diria abertamente; mesmo se eu odiasse a minha vizinha que fica na janela espiando a vida de todo mundo e mesmo se meu biquíni tenha caído na natação com todo mundo rindo, eu também não diria. Por mais que eu fosse apaixonada por uma loira, e delirasse por um nerd, eu não falaria. Sinceramente, talvez eu sorrio para você, mas te odeie; talvez eu jure guardar segredo, mas nem consiga. Talvez. Meu sonho era ser a loirinha do Tchan, e tenha passado cola errada para a sala inteira, você acha que eu falaria? Já tranquei alguém no banheiro por maldade, já quis rir de alguém por cair e nem liguei para o que fulano falou, só por preguiça. Eu detesto Crepúsculo, e amo bossa nova, e nem preciso dizer que não gosto da Disney. Eu já cai na escada, já mandei carta romântica com meu nome assinado, já chorei na frente da sala toda. Não sei andar de bicicleta, nem de patins. E ainda tenho medo de cachorros e patos. Mas, cá entre nós, tudo isso pode ser mentira, ou apenas segredos, não vou contar o que é ou não, nem estamos em anônimo mesmo.

Pauta para o Tudo de Blog - O que você postaria anonimamente?

terça-feira, 3 de março de 2009

"Vê que estranho..."













Montagem (Texto na foto): Luciana Fiuza.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Povo do Oriente Médio: Seus problemas acabaram.

No Oriente Médio tem: Guerra, povos sem terras, homens bombas, homens sérios com mala executiva tentando fazer tratado de paz e mulheres submissas.
Acho que o problema não está na falta de terra, e nem nas profecias, o problema está na falta de musas orientais. Já que falta lá, nós, musas brasileiras, não nos importamos em tirar foto com pose de deusa TDB e mandarmos para todos lideres políticos de lá, então, espalharmos em outdoor e sites orientais nossa beleza rara.
E, depois de todos perceberem que é mito esse lance de só ganhar o céu e o paraíso depois de morto, as lindas musas lançarão uma campanha: Quem não ajudar as pessoas e não tiverem em paz com todas as outras raças, irá perder o mais novo vídeo de todas elas sambando juntas.
Então, os problemas acabarão.








Texto para o trote do TDB.